Para:Manuela Ferreira Leite, Paulo Portas, Pedro Quartim Graça
Exma Senhora Dra Manuela Ferreira Leite
Exmo Senhor Dr Paulo Sacadura Cabral Portas
Exmo Senhor Dr Pedro Quartim Graça
Somos Portugueses e Monárquicos, e nesta condição fomos recentemente surpreendidos com o anuncio de uma coligação eleitoral com vista à apresentação de uma candidatura à Câmara Municipal de Lisboa, coligação esta que além de ser composta pelos partidos dirigidos por V. Excªs incluía também um outro partido de seu nome Partido Popular Monárquico – PPM.
Não sabemos se a intenção de V. Excªs foi a de captar votos dos Monárquicos ou se pelo contrário foi de os afugentar.
Como escreveu há tempos um Presidente da Causa Real :
“A quota marginal de relevância do PPM é, deste modo, garantida por recurso a meios mais ínvios. Ou através de manobras de diversão, tão ao gosto da nossa comunicação social, envolvendo recorrentemente a Casa Real Portuguesa que tem granjeado crescente credibilidade e notoriedade. Ou apostando na confusão que os cidadãos e até os dirigentes partidários fazem ainda, entre o PPM e os monárquicos portugueses.
As recentes diatribes de um conhecido fadista constituíram não só o condimento necessário para a ressurreição desta marginalidade política, mas ainda a prova de que o populismo e a mediocridade que lhe está associada pegaram há alguns anos de estaca no sistema partidário português, e só serão definitivamente erradicados através de um assomo genuíno de coragem política da nova geração de dirigentes políticos”
É do conhecimento publico que o actual líder do PPM, o Senhor Deputado Nuno da Câmara Pereira, ocupa os seus dias a atacar Aquele que nós Monárquicos Portugueses desejamos que um dia possa vir a ser Rei de Portugal.
Todos sabemos as razões pelas quais um dia o Sr Câmara Pereira passou de repente de apoiante incondicional do Senhor Dom Duarte a inimigo numero 1, tendo mesmo chegado ao ponto de ir procurar apoio para a sua cruzada a um conhecido aldrabão italiano que até preso esteve.
Assim vimos por este meio apelar a V. Excªs no sentido de reverem esta coligação em Lisboa excluindo dela o PPM, uma vez que conforme dissemos este partido não só não representa os Monárquicos Portugueses, como pelo contrário os ofende gravemente.
Os signatários
http://www.peticaopublica.com/PeticaoVer.aspx?pi=JTMB
...
Nos liberi sumus; Rex noster liber est, manus nostrae nos liberverunt... [Nós somos livres; nosso Rei é livre, nossas mãos nos libertaram...]
segunda-feira, junho 15, 2009
domingo, junho 14, 2009
«E se Israel atacar o Irão?»
«What If Israel Strikes Iran?»
"This brief survey demonstrates why Israel's military option against Iran's nuclear program is so unattractive, but also why failing to act is even worse."
O governo de Israel pode ter já tomado a decisão. O artigo aqui citado, vindo de onde vem (American Enterprise Institute), deseja-a e justifica-a dizendo-nos que não há outro caminho. Nos EUA, tem vindo a crescer a percepção de que, tarde ou cedo, mais cedo do que tarde, terá que ser dado pleno uso aos recentes "USAFRICOM" e "Global Strike Command". Tanto no Pacífico como no "Northern Tier", os EUA estão sob cerco e, como é de regra com os impérios moribundos, não vislumbram outra saída para além da militar.
"This brief survey demonstrates why Israel's military option against Iran's nuclear program is so unattractive, but also why failing to act is even worse."
O governo de Israel pode ter já tomado a decisão. O artigo aqui citado, vindo de onde vem (American Enterprise Institute), deseja-a e justifica-a dizendo-nos que não há outro caminho. Nos EUA, tem vindo a crescer a percepção de que, tarde ou cedo, mais cedo do que tarde, terá que ser dado pleno uso aos recentes "USAFRICOM" e "Global Strike Command". Tanto no Pacífico como no "Northern Tier", os EUA estão sob cerco e, como é de regra com os impérios moribundos, não vislumbram outra saída para além da militar.
Apenas duas conclusões
Os resultados das eleições para o Parlamento Europeu, permitem tirar duas conclusões:
1. Nesta península da Eurásia, a grande maioria dos cidadãos continua a identificar-se com os seus Estados nacionais e é sobretudo neles que concebe os seus projectos; o projecto americano para a península da Eurásia – a transformação da “União Europeia” num Estado Europeu – continua em apuros: os “cidadãos europeus” continuam a não se reconhecer nos dois grandes partidos ideológicos que a classe política lhes tem procurado impingir (“Partido Socialista Europeu” e “Partido Popular Europeu”).
2. Os portugueses estão com medo do futuro e votaram pela conservação do status quo, dando claro sinal de que estão dispostos a aceitar um novo governo do PSD.
*****
E é claro que se pode dizer mais. Eis um exemplo:
Só um terço dos eleitores elegeu o Parlamento Europeu (PE). Triunfou a aliança Abstenção/Nulo/Branco, com 69 por cento. Isto significa que o povo está farto da farsa da União Europeia.
E não é só por cá.
A ideia inicial era boa – a livre circulação de bens e capitais garantiria inovação ao melhor preço e compreensão entre as diversas culturas. Mas na prática, o resultado tem sido diferente do planeado. Em Portugal, a maioria dos Fundos Europeus só serviram para as empreitadas e estradas; não tornaram o país competitivo lá fora.
Por outro lado, a UE tem dezenas de milhares de funcionários, com altíssimos salários a escrever dezenas de milhares de páginas por dia, realizar milhares de reuniões e viagens, quase sem benefício visível para os povos dos 27.
Só para os políticos que, quanto mais apoiarem este elefante branco, mais podem almejar um bom salário em Bruxelas, quando a situação apertar por cá.
Em bom rigor, o PE tem quase 750 deputados. Reúne-se de terça a quinta-feira, e a cada mês produz 330 toneladas de documentos feitos por milhares de burocratas da sede em Estrasburgo. Regras básicas são simples: o Pai-nosso tem 56 palavras, os Dez Mandamentos 297, a Declaração da Independência - Constituição dos EUA, 300. Já a directiva da exportação de ovos de ganso da UE tem 26 911 palavras!!!
O PE não tem nenhum poder, além de aprovar o orçamento anual e o nome dos Comissários escolhidos nos corredores de alguns ministros dos 27. Mas cada deputado lá custa por mês cerca de 6 mil euros de salário, entre muitos mais benefícios, regalias e mordomias que totalizam 45mil. Tudo só para dar a impressão que há democracia na Europa!
O Banco Central Europeu, com milhares de experts bem pagos, não previu nem evitou a crise financeira. Quem manda são os lóbis. A longa investigação coordenada pela alemã Annnette Bongardt, «Competition Policy in the EU», prova-o. “Ao dar competências paralelas à UE e aos países”, diz, “enfraqueceu o controlo e possibilitou ao juiz e regulador interpretar de diferentes maneiras o texto que deveria ser claro sobre os cartéis”, cada vez mais fortes nos países mais fracos.
Sem votos nem prestígio, o PE terá ainda menos força para enfrentar as pressões das giga-empresas multi-nacionais. Assim, o governo de Portugal terá que endividar-se para pagar os mega-projectos tipo Alcochete e TGV que só as empresas certificadas da França, Alemanha, Inglaterra e alguma da Espanha podem realizar. De Portugal só uns trolhas, areias e pedras. Mas as dívidas serão mais que uma pedra no sapato dos nossos filhos e netos.
A alta dívida trará juros mais altos para Portugal, menos emprego, mais crime, menos turistas de bom nível no Algarve, mais desemprego, ainda mais crime, custos mais elevados com segurança. Para quebrar este círculo vicioso só uma grande batalha para exigir um referendo e questionar toda a UE – coisa que o governo não tem interesse em realizar.
Jack Soifer, publicado no "Algarve123"
1. Nesta península da Eurásia, a grande maioria dos cidadãos continua a identificar-se com os seus Estados nacionais e é sobretudo neles que concebe os seus projectos; o projecto americano para a península da Eurásia – a transformação da “União Europeia” num Estado Europeu – continua em apuros: os “cidadãos europeus” continuam a não se reconhecer nos dois grandes partidos ideológicos que a classe política lhes tem procurado impingir (“Partido Socialista Europeu” e “Partido Popular Europeu”).
2. Os portugueses estão com medo do futuro e votaram pela conservação do status quo, dando claro sinal de que estão dispostos a aceitar um novo governo do PSD.
*****
E é claro que se pode dizer mais. Eis um exemplo:
Só um terço dos eleitores elegeu o Parlamento Europeu (PE). Triunfou a aliança Abstenção/Nulo/Branco, com 69 por cento. Isto significa que o povo está farto da farsa da União Europeia.
E não é só por cá.
A ideia inicial era boa – a livre circulação de bens e capitais garantiria inovação ao melhor preço e compreensão entre as diversas culturas. Mas na prática, o resultado tem sido diferente do planeado. Em Portugal, a maioria dos Fundos Europeus só serviram para as empreitadas e estradas; não tornaram o país competitivo lá fora.
Por outro lado, a UE tem dezenas de milhares de funcionários, com altíssimos salários a escrever dezenas de milhares de páginas por dia, realizar milhares de reuniões e viagens, quase sem benefício visível para os povos dos 27.
Só para os políticos que, quanto mais apoiarem este elefante branco, mais podem almejar um bom salário em Bruxelas, quando a situação apertar por cá.
Em bom rigor, o PE tem quase 750 deputados. Reúne-se de terça a quinta-feira, e a cada mês produz 330 toneladas de documentos feitos por milhares de burocratas da sede em Estrasburgo. Regras básicas são simples: o Pai-nosso tem 56 palavras, os Dez Mandamentos 297, a Declaração da Independência - Constituição dos EUA, 300. Já a directiva da exportação de ovos de ganso da UE tem 26 911 palavras!!!
O PE não tem nenhum poder, além de aprovar o orçamento anual e o nome dos Comissários escolhidos nos corredores de alguns ministros dos 27. Mas cada deputado lá custa por mês cerca de 6 mil euros de salário, entre muitos mais benefícios, regalias e mordomias que totalizam 45mil. Tudo só para dar a impressão que há democracia na Europa!
O Banco Central Europeu, com milhares de experts bem pagos, não previu nem evitou a crise financeira. Quem manda são os lóbis. A longa investigação coordenada pela alemã Annnette Bongardt, «Competition Policy in the EU», prova-o. “Ao dar competências paralelas à UE e aos países”, diz, “enfraqueceu o controlo e possibilitou ao juiz e regulador interpretar de diferentes maneiras o texto que deveria ser claro sobre os cartéis”, cada vez mais fortes nos países mais fracos.
Sem votos nem prestígio, o PE terá ainda menos força para enfrentar as pressões das giga-empresas multi-nacionais. Assim, o governo de Portugal terá que endividar-se para pagar os mega-projectos tipo Alcochete e TGV que só as empresas certificadas da França, Alemanha, Inglaterra e alguma da Espanha podem realizar. De Portugal só uns trolhas, areias e pedras. Mas as dívidas serão mais que uma pedra no sapato dos nossos filhos e netos.
A alta dívida trará juros mais altos para Portugal, menos emprego, mais crime, menos turistas de bom nível no Algarve, mais desemprego, ainda mais crime, custos mais elevados com segurança. Para quebrar este círculo vicioso só uma grande batalha para exigir um referendo e questionar toda a UE – coisa que o governo não tem interesse em realizar.
Jack Soifer, publicado no "Algarve123"
domingo, junho 07, 2009
sexta-feira, junho 05, 2009
Não podemos esquecer
1) Não podemos esquecer que o “bloco central” composto pelos partidos que nos têm governado nos últimos anos (PS, PSD, CDS-PP) iludiram os portugueses à 4 anos, quando prometeram que se houvesse um Tratado constitucional europeu que alterasse a nossa soberania, este seria submetido a referendo popular.
Esses partidos falharam aos portugueses!
O Parlamento português alterou especificamente a constituição portuguesa para poder referendar tratados europeus constitucionais.
Face ao chumbo por referendo em vários países europeus incluindo a França, fizeram renascer a constituição europeia com um novo "Tratado Reformador", conhecido depois como o "Tratado de Lisboa". E por medo, preguiça ou piores intenções, PS, PSD e CDS-PP rejeitaram explicar o Tratado aos Portugueses. Rejeitaram que os Portugueses pudessem exprimir a sua opinião, e no entanto foi precisamente em nome dos Portugueses, que eles ratificaram o Tratado.
2) Não podemos esquecer o posicionamento dos partidos e movimentos concorrentes às Eleições Europeias sobre questões tão relevantes a nível europeu, quanto as da protecção da Vida, promoção da Família, Liberdade de Educação e Religiosa, Subsidiariedade.
Em boa hora a Federação Portuguesa Pela Vida (FPPV) enviou aos diferentes partidos e movimentos concorrentes às Eleições Europeias uma carta com um questionário inquirindo o seu posicionamento. As respostas possíveis foram coligidas e foram agora publicadas no sítio da FPPV.
Para sua informação não lhe responderam: BE, MMS, PCTP/MRPP, PH, POUS, PPM, PS.
Deram respostas parciais dois partidos (que não responderam directamente às questões mas apenas enviaram os seus programas eleitorais para estas eleições: CDU e MEP).
Somente quatro partidos aceitaram responder integralmente: MPT, CDS-PP, PSD e PNR.
É muito oportuno inteirar-se das respectivas diferenças.
Veja aqui como responderam os partidos ao questionário que a Federação dirigiu às suas candidaturas às europeias do próximo dia 7 de Junho:
http://www.federacao-vida.com.pt/europacomvida/index.htm
3) Não podemos esquecer que no referendo para liberalização do aborto, em 2007, a deputada Teresa Caeiro, vice-presidente do CDS-PP e número 3 da lista para as Europeias, aguardou exactamente o último dia de campanha para anunciar na imprensa, dois dias antes do voto, que divergia do partido e não votaria “Não”. Deixou a ideia de que votou “Sim”. E, seguindo essa linha, tem-se destacado também na defesa do casamento homossexual, afirmando, em entrevista, sentir a missão de mostrar que a direita não é tacanha e retrógrada…
4) Não podemos esquecer a luta incessante do MPT (Movimento Partido da Terra) contra a anunciada morte da democracia na Europa (crime de lesa-pátria) por mão do Tratado de Lisboa. O MPT, por esta sua actividade, despertou a atenção do movimento LIBERTAS - em Latim significa liberdade. Este movimento foi o responsável pela reprovação do Tratado de Lisboa no referendo Irlandês e está a instituir-se empenhadamente como o primeiro Partido Pan-Europeu, presente em todos os estados-membros. O LIBERTAS está a constituir-se como uma poderosa força que prevê eleger uma centena de deputados no Parlamento Europeu, capaz de ordenar uma nova era à responsabilidade democrática das instituições europeias. Partilhando dos ideais o MPT celebrou um acordo com este novo Partido Europeu para que Portugal possa participar na reivindicação de uma Europa dos Europeus para os Europeus, de uma Europa verdadeiramente mais forte, mais coesa e mais livre.
Vamos a votar no dia 7 de Junho querendo que o nosso Povo, sem renunciar a sua identidade e soberania, no respeito das outras identidades nacionais, faça parte duma Europa livre e solidária.
Liberdade para Portugal! Liberdade para Europa!
LIBERTAS para Portugal e Europa!
João M. Rocha
Esses partidos falharam aos portugueses!
O Parlamento português alterou especificamente a constituição portuguesa para poder referendar tratados europeus constitucionais.
Face ao chumbo por referendo em vários países europeus incluindo a França, fizeram renascer a constituição europeia com um novo "Tratado Reformador", conhecido depois como o "Tratado de Lisboa". E por medo, preguiça ou piores intenções, PS, PSD e CDS-PP rejeitaram explicar o Tratado aos Portugueses. Rejeitaram que os Portugueses pudessem exprimir a sua opinião, e no entanto foi precisamente em nome dos Portugueses, que eles ratificaram o Tratado.
2) Não podemos esquecer o posicionamento dos partidos e movimentos concorrentes às Eleições Europeias sobre questões tão relevantes a nível europeu, quanto as da protecção da Vida, promoção da Família, Liberdade de Educação e Religiosa, Subsidiariedade.
Em boa hora a Federação Portuguesa Pela Vida (FPPV) enviou aos diferentes partidos e movimentos concorrentes às Eleições Europeias uma carta com um questionário inquirindo o seu posicionamento. As respostas possíveis foram coligidas e foram agora publicadas no sítio da FPPV.
Para sua informação não lhe responderam: BE, MMS, PCTP/MRPP, PH, POUS, PPM, PS.
Deram respostas parciais dois partidos (que não responderam directamente às questões mas apenas enviaram os seus programas eleitorais para estas eleições: CDU e MEP).
Somente quatro partidos aceitaram responder integralmente: MPT, CDS-PP, PSD e PNR.
É muito oportuno inteirar-se das respectivas diferenças.
Veja aqui como responderam os partidos ao questionário que a Federação dirigiu às suas candidaturas às europeias do próximo dia 7 de Junho:
http://www.federacao-vida.com.pt/europacomvida/index.htm
3) Não podemos esquecer que no referendo para liberalização do aborto, em 2007, a deputada Teresa Caeiro, vice-presidente do CDS-PP e número 3 da lista para as Europeias, aguardou exactamente o último dia de campanha para anunciar na imprensa, dois dias antes do voto, que divergia do partido e não votaria “Não”. Deixou a ideia de que votou “Sim”. E, seguindo essa linha, tem-se destacado também na defesa do casamento homossexual, afirmando, em entrevista, sentir a missão de mostrar que a direita não é tacanha e retrógrada…
4) Não podemos esquecer a luta incessante do MPT (Movimento Partido da Terra) contra a anunciada morte da democracia na Europa (crime de lesa-pátria) por mão do Tratado de Lisboa. O MPT, por esta sua actividade, despertou a atenção do movimento LIBERTAS - em Latim significa liberdade. Este movimento foi o responsável pela reprovação do Tratado de Lisboa no referendo Irlandês e está a instituir-se empenhadamente como o primeiro Partido Pan-Europeu, presente em todos os estados-membros. O LIBERTAS está a constituir-se como uma poderosa força que prevê eleger uma centena de deputados no Parlamento Europeu, capaz de ordenar uma nova era à responsabilidade democrática das instituições europeias. Partilhando dos ideais o MPT celebrou um acordo com este novo Partido Europeu para que Portugal possa participar na reivindicação de uma Europa dos Europeus para os Europeus, de uma Europa verdadeiramente mais forte, mais coesa e mais livre.
Vamos a votar no dia 7 de Junho querendo que o nosso Povo, sem renunciar a sua identidade e soberania, no respeito das outras identidades nacionais, faça parte duma Europa livre e solidária.
Liberdade para Portugal! Liberdade para Europa!
LIBERTAS para Portugal e Europa!
João M. Rocha
quinta-feira, junho 04, 2009
O Bolhão na Ordem
CARTA DO CANADÁ
por Fernanda Leitão
Com graça,alguém disse do Prós e Contras dedicado à Ordem dos Advogados que pareceu “o Bolhão sem peixe”. De facto, apesar das tentativas do actual Bastonário e seus acólitos, só não houve peixeirada graças à urbanidade dos intervenientes que puseram questões, a maior parte delas sem obterem resposta. Mas que o programa pareceu um mercado, uma feira, isso pareceu...
Para os portugueses que vivem a milhares de quilómetros da Pátria, como é o meu caso, nada do que se passa na nossa terra nos é estranho ou indiferente e por isso, seguimos com a maior atenção o que nos chega através da comunicação social, dos livros e dos amigos. Não causará estranheza que seja assim e os políticos deverão ser os menos surpreendidos, pois certamente não lhes passará pela cabeça que seria gratuito o seu pedinchar constante de votos e remessas de dinheiro. Uns e outras a fundo perdido, pois de nada beneficiamos, nem ao menos o honroso gosto de podermos dizer aos nossos amigos estrangeiros que vimos de
um país bem governado. Resta-nos o direito de ter opinião e de a expressarmos.
Que engraçado é o Bastonário actual, com os seus modos broeiros e o seu discurso torrencial, tronitruante e até um tanto desbocado! Diz que foi jornalista e nota-se o seu pendor irressistível para a chicana pública. Habituados que estamos a Bastonários de excelentes maneiras e apurado verbo, a uma Ordem dos Advogados cheia de prestígio e classe, um Bastonário que como este se exibe em praça lembra-nos sempre um elefante numa loja de vidros: talvez não queira partir e espezinhar tudo, mas vai partindo e esmagando. Só perde a graça quando, depois de levar umas varadas certeiras, representa, e mal, o papel de vítima. Quando, à falta de argumentos, grita que está ser vítima de um complot por parte da “aristocracia de Lisboa”...
E quanto a coerência, temos dito. Um dia destes, ao saber que um elevado número de advogados pretendia uma assembleia geral extraordinária para tratar da sua destituição, vociferou que isso é tão ilegal, tão golpe de estado como “os militares tomnarem o poder pela força”. Só nos faltava esta de sabermos que o Bastonário considera ilegal, e porventura ilegítimo, o golpe de estado de 1974... A extrema direita podia bem subscrever esta tese. Isto vindo de um socialista... Mas, obstinado, afirma que não sai, não pede a demisssão.
Enfim, temos outro entremez à portuguesa: mais um que vai atravessar a ponte a pé. Entretanto, o Bolhão entrou na Ordem.
por Fernanda Leitão
Com graça,alguém disse do Prós e Contras dedicado à Ordem dos Advogados que pareceu “o Bolhão sem peixe”. De facto, apesar das tentativas do actual Bastonário e seus acólitos, só não houve peixeirada graças à urbanidade dos intervenientes que puseram questões, a maior parte delas sem obterem resposta. Mas que o programa pareceu um mercado, uma feira, isso pareceu...
Para os portugueses que vivem a milhares de quilómetros da Pátria, como é o meu caso, nada do que se passa na nossa terra nos é estranho ou indiferente e por isso, seguimos com a maior atenção o que nos chega através da comunicação social, dos livros e dos amigos. Não causará estranheza que seja assim e os políticos deverão ser os menos surpreendidos, pois certamente não lhes passará pela cabeça que seria gratuito o seu pedinchar constante de votos e remessas de dinheiro. Uns e outras a fundo perdido, pois de nada beneficiamos, nem ao menos o honroso gosto de podermos dizer aos nossos amigos estrangeiros que vimos de
um país bem governado. Resta-nos o direito de ter opinião e de a expressarmos.
Que engraçado é o Bastonário actual, com os seus modos broeiros e o seu discurso torrencial, tronitruante e até um tanto desbocado! Diz que foi jornalista e nota-se o seu pendor irressistível para a chicana pública. Habituados que estamos a Bastonários de excelentes maneiras e apurado verbo, a uma Ordem dos Advogados cheia de prestígio e classe, um Bastonário que como este se exibe em praça lembra-nos sempre um elefante numa loja de vidros: talvez não queira partir e espezinhar tudo, mas vai partindo e esmagando. Só perde a graça quando, depois de levar umas varadas certeiras, representa, e mal, o papel de vítima. Quando, à falta de argumentos, grita que está ser vítima de um complot por parte da “aristocracia de Lisboa”...
E quanto a coerência, temos dito. Um dia destes, ao saber que um elevado número de advogados pretendia uma assembleia geral extraordinária para tratar da sua destituição, vociferou que isso é tão ilegal, tão golpe de estado como “os militares tomnarem o poder pela força”. Só nos faltava esta de sabermos que o Bastonário considera ilegal, e porventura ilegítimo, o golpe de estado de 1974... A extrema direita podia bem subscrever esta tese. Isto vindo de um socialista... Mas, obstinado, afirma que não sai, não pede a demisssão.
Enfim, temos outro entremez à portuguesa: mais um que vai atravessar a ponte a pé. Entretanto, o Bolhão entrou na Ordem.
quarta-feira, junho 03, 2009
Morreu o cavaquismo
por Mário Crespo
Entre mais-valias na carteira de acções do professor Cavaco Silva e o solilóquio de Oliveira e Costa no Parlamento, morreu o cavaquismo. As horas de aflitivo testemunho enterraram o que restava do mito. Oliveira e Costa e Dias Loureiro foram delfins de Cavaco Silva. Activos, incansáveis, dinâmicos, competentes, foram para Cavaco indefectíveis, prestáveis, diligentes e serventuários. Nas posições que tinham na SLN e no BPN estavam a par da carteira de acções de Cavaco Silva e família. Os dois foram os arquitectos dos colossais apoios financeiros que nas suas diversas incarnações o cavaquismo conseguiu mobilizar logo que o vislumbre de uma hierarquia de poder em redor do antigo professor de Economia se desenhava. Intermediaram com empresários e financeiros. Hipotecaram, hipotecaram-se e (sabemos agora) hipotecaram-nos, quando a concretização dos sonhos de poder do professor exigia mais um esforço financeiro, mais uma sede de campanha, mais uma frota de veículos para as comitivas, mais uns cartazes, um andar inteiro num hotel caro ou uma viagem num avião fretado. Dias Loureiro e Oliveira e Costa estiveram lá e entregaram o que lhes foi requerido e o que não foi.
Como as hordas de pedintes romenos, esgravataram donativos entre os menos milionários e exigiram contribuições aos mais milionários. Cobraram favores passados e venderam títulos de promissórias sobre futuros favores. O BPN é muito disso. Nascido de um surpreendente surto de liquidez à disposição do antigo secretário de Estado dos Assuntos Fiscais de Cavaco Silva, foi montado como uma turbina de multiplicação de dinheiros que se foi aventurando cada vez mais longe, indo em jactos executivos muito para lá do ponto de não regresso. Não era o banco de Cavaco Silva, mas o facto de ser uma instituição gerida pelos homens fortes do regime cavaquista onde, como refere uma nota da Presidência da República, estava parte da ( ) "gestão das poupanças do prof. Cavaco Silva e da sua mulher", funcionou como uma garantia de confiança, do género daquele aval de qualidade nas conservas de arenque britânico onde se lê "by special appointment to His Royal Majesty " significando que o aromático peixe é recomendado pela família real. Portugal devia ter sabido pelo seu presidente que a sua confiança nos serviços bancários de Oliveira e Costa era tal que tinha investido poupanças suas em acções da holding que detinha o banco. Mas não soube. Depois, um banco de Cavaco e família teria de ser um banco da boa moeda. E não foi. Pelo que agora se sabe, confrontando datas, já o banco falia e Cavaco Silva fazia sentar na mesa do Conselho de Estado, por sua escolha pessoal, Dias Loureiro, que entre estranhos negócios com El Assir, o libanês, e Hector Hoyos, o porto-riquenho, passou a dar parecer sobre assuntos de Estado ao mais alto nível. Depois, vieram os soturnos episódios de que Oliveira e Costa nos deu conta no Parlamento, com as buscas alucinadas por dinheiro das Arábias. Surpreendentemente, quase até ao fim houve crédulos que entraram credores de sobrolho carregado para almoços com Oliveira e Costa nas históricas salas privadas do último andar da sede do BPN e saíram accionistas dos dois mil milhões de bolhas especulativas que agora os portugueses estão a pagar. Surpreendentemente também, o Banco de Portugal nada detectou. Surpreendentemente, o presidente da República protegeu o seu conselheiro, mesmo quando as dúvidas diminuíam e as certezas se avolumavam. De Oliveira e Costa no Parlamento fica ainda no ar o seu ameaçador: "eu ainda não contei tudo". Quando o fizer, provavelmente, cai o regime. Francamente, com tudo o que se sabe, já não é sem tempo.
In Jornal de Notícias
- «secagem de particulas por atomização»
Cavaco Silva participou hoje na entrega do prémio Produto Inovação da Associação Empresarial para a Inovação (COTEC), atribuído este ano à secagem de partículas por atomização desenvolvido pela empresa Hovione FarmaCiência.
Lusa / SOL
Entre mais-valias na carteira de acções do professor Cavaco Silva e o solilóquio de Oliveira e Costa no Parlamento, morreu o cavaquismo. As horas de aflitivo testemunho enterraram o que restava do mito. Oliveira e Costa e Dias Loureiro foram delfins de Cavaco Silva. Activos, incansáveis, dinâmicos, competentes, foram para Cavaco indefectíveis, prestáveis, diligentes e serventuários. Nas posições que tinham na SLN e no BPN estavam a par da carteira de acções de Cavaco Silva e família. Os dois foram os arquitectos dos colossais apoios financeiros que nas suas diversas incarnações o cavaquismo conseguiu mobilizar logo que o vislumbre de uma hierarquia de poder em redor do antigo professor de Economia se desenhava. Intermediaram com empresários e financeiros. Hipotecaram, hipotecaram-se e (sabemos agora) hipotecaram-nos, quando a concretização dos sonhos de poder do professor exigia mais um esforço financeiro, mais uma sede de campanha, mais uma frota de veículos para as comitivas, mais uns cartazes, um andar inteiro num hotel caro ou uma viagem num avião fretado. Dias Loureiro e Oliveira e Costa estiveram lá e entregaram o que lhes foi requerido e o que não foi.
Como as hordas de pedintes romenos, esgravataram donativos entre os menos milionários e exigiram contribuições aos mais milionários. Cobraram favores passados e venderam títulos de promissórias sobre futuros favores. O BPN é muito disso. Nascido de um surpreendente surto de liquidez à disposição do antigo secretário de Estado dos Assuntos Fiscais de Cavaco Silva, foi montado como uma turbina de multiplicação de dinheiros que se foi aventurando cada vez mais longe, indo em jactos executivos muito para lá do ponto de não regresso. Não era o banco de Cavaco Silva, mas o facto de ser uma instituição gerida pelos homens fortes do regime cavaquista onde, como refere uma nota da Presidência da República, estava parte da ( ) "gestão das poupanças do prof. Cavaco Silva e da sua mulher", funcionou como uma garantia de confiança, do género daquele aval de qualidade nas conservas de arenque britânico onde se lê "by special appointment to His Royal Majesty " significando que o aromático peixe é recomendado pela família real. Portugal devia ter sabido pelo seu presidente que a sua confiança nos serviços bancários de Oliveira e Costa era tal que tinha investido poupanças suas em acções da holding que detinha o banco. Mas não soube. Depois, um banco de Cavaco e família teria de ser um banco da boa moeda. E não foi. Pelo que agora se sabe, confrontando datas, já o banco falia e Cavaco Silva fazia sentar na mesa do Conselho de Estado, por sua escolha pessoal, Dias Loureiro, que entre estranhos negócios com El Assir, o libanês, e Hector Hoyos, o porto-riquenho, passou a dar parecer sobre assuntos de Estado ao mais alto nível. Depois, vieram os soturnos episódios de que Oliveira e Costa nos deu conta no Parlamento, com as buscas alucinadas por dinheiro das Arábias. Surpreendentemente, quase até ao fim houve crédulos que entraram credores de sobrolho carregado para almoços com Oliveira e Costa nas históricas salas privadas do último andar da sede do BPN e saíram accionistas dos dois mil milhões de bolhas especulativas que agora os portugueses estão a pagar. Surpreendentemente também, o Banco de Portugal nada detectou. Surpreendentemente, o presidente da República protegeu o seu conselheiro, mesmo quando as dúvidas diminuíam e as certezas se avolumavam. De Oliveira e Costa no Parlamento fica ainda no ar o seu ameaçador: "eu ainda não contei tudo". Quando o fizer, provavelmente, cai o regime. Francamente, com tudo o que se sabe, já não é sem tempo.
In Jornal de Notícias
- «secagem de particulas por atomização»
Cavaco Silva participou hoje na entrega do prémio Produto Inovação da Associação Empresarial para a Inovação (COTEC), atribuído este ano à secagem de partículas por atomização desenvolvido pela empresa Hovione FarmaCiência.
Lusa / SOL
Esta democracia é uma miséria
por Baptista-Bastos
Não gosto desta democracia. Uma democracia que sobrevive através de subterfúgios, que se não preveniu contra as desigualdades sociais, antes as estimula, autoriza-nos a combatê-la sem tréguas, como imperativo de consciência e necessidade histórica. Desejava-a equânime, fortemente representativa, sem a moral indecisa e sem a implícita conspiração de uma classe que me repugna e se julga acima do mal e do bem. A democracia não é isto que a violência simbólica tem promovido, e a ausência de debate tem consolidado.
O discurso político é inassimilável, embora seja definível pelos traços essenciais das semelhanças de uns com os outros. Esse discurso apropriou-se, sobretudo, do lugar-comum, fruto de antigas e cediças tradições. Nada do que dizem Ilda Figueiredo, Miguel Portas, Paulo Rangel, Vital Moreira ou Nuno Melo suscita a mais escassa emoção ou o mais módico entusiasmo. O pessoal a quem se dirigem não os conhece, ou mediocremente dá por eles. A nitidez crescente desta ignorância popular faz dos "políticos" algo de criminosos, porque a eles cumpre não só esclarecer como evitar o declínio acentuado da democracia e a degenerescência de um regime que têm de ocupar o espaço mais amplo de definição.
Esta democracia é uma desgraça. E os protagonistas são pessoas inadequadas à construção da sua desejável e inequívoca grandeza. O que dizem reactiva, permanentemente, a colonização das mentes, porque o que dizem é baseado em velhos conceitos de exclusão do "outro". Esta democracia reflecte a debilidade de convicções morais de quem dela se diz paladino. O que por aí se vê de corrupção, de mentira, de fraqueza dos mecanismos institucionais, de hipocrisia, de inquietação social, resulta das enormes variações de carácter e de ideologia daqueles que abandonaram a defesa das específicas identidades partidárias.
O desfile de nulidades e de apparatchiks de que as televisões são palco constitui a afirmação de um tribalismo generalizado, que não comporta a esperança mas a resignação. Esta democracia é uma desgraça porque espicaça o desprezo, alimenta o ressentimento, incrementa o rancor e não conseguiu, em 35 anos, extirpar os odiosos fantasmas do racismo e da xenofobia.
Tudo isto é muito mau: a mediocridade dos dirigentes; a incultura e a ignorância dos quadros intermédios; o culto da competitividade como modo e forma de triunfo; o apagamento da cidadania; a liturgia do dinheiro como expressão única de ascensão. A natureza profunda do envilecimento do regime encontra-se na péssima qualidade dos seus dirigentes. Esta democracia é uma miséria. Mas é minha. Também eu a construí. Lá estarei a votar.
In DN
Não gosto desta democracia. Uma democracia que sobrevive através de subterfúgios, que se não preveniu contra as desigualdades sociais, antes as estimula, autoriza-nos a combatê-la sem tréguas, como imperativo de consciência e necessidade histórica. Desejava-a equânime, fortemente representativa, sem a moral indecisa e sem a implícita conspiração de uma classe que me repugna e se julga acima do mal e do bem. A democracia não é isto que a violência simbólica tem promovido, e a ausência de debate tem consolidado.
O discurso político é inassimilável, embora seja definível pelos traços essenciais das semelhanças de uns com os outros. Esse discurso apropriou-se, sobretudo, do lugar-comum, fruto de antigas e cediças tradições. Nada do que dizem Ilda Figueiredo, Miguel Portas, Paulo Rangel, Vital Moreira ou Nuno Melo suscita a mais escassa emoção ou o mais módico entusiasmo. O pessoal a quem se dirigem não os conhece, ou mediocremente dá por eles. A nitidez crescente desta ignorância popular faz dos "políticos" algo de criminosos, porque a eles cumpre não só esclarecer como evitar o declínio acentuado da democracia e a degenerescência de um regime que têm de ocupar o espaço mais amplo de definição.
Esta democracia é uma desgraça. E os protagonistas são pessoas inadequadas à construção da sua desejável e inequívoca grandeza. O que dizem reactiva, permanentemente, a colonização das mentes, porque o que dizem é baseado em velhos conceitos de exclusão do "outro". Esta democracia reflecte a debilidade de convicções morais de quem dela se diz paladino. O que por aí se vê de corrupção, de mentira, de fraqueza dos mecanismos institucionais, de hipocrisia, de inquietação social, resulta das enormes variações de carácter e de ideologia daqueles que abandonaram a defesa das específicas identidades partidárias.
O desfile de nulidades e de apparatchiks de que as televisões são palco constitui a afirmação de um tribalismo generalizado, que não comporta a esperança mas a resignação. Esta democracia é uma desgraça porque espicaça o desprezo, alimenta o ressentimento, incrementa o rancor e não conseguiu, em 35 anos, extirpar os odiosos fantasmas do racismo e da xenofobia.
Tudo isto é muito mau: a mediocridade dos dirigentes; a incultura e a ignorância dos quadros intermédios; o culto da competitividade como modo e forma de triunfo; o apagamento da cidadania; a liturgia do dinheiro como expressão única de ascensão. A natureza profunda do envilecimento do regime encontra-se na péssima qualidade dos seus dirigentes. Esta democracia é uma miséria. Mas é minha. Também eu a construí. Lá estarei a votar.
In DN
MPT - Partido da Terra: um partido boicotado pelas TVs
É escandalosa a maneira como os jornais e televisões escondem a campanha eleitoral do MPT, Movimento Partido da Terra, em aliança com o movimento Libertas, que conseguiu derrotar o tratado de Lisboa na Irlanda !
As liberdades políticas não podem existir só para o pensamento único europeu. A Internet é o último espaço de liberdade de pensamento, e por isso sugerimos a divulgação destas páginas.
O site de campanha do MPT é: http://www.mpt.pt
O site do Libertas é: http://www.libertas.eu
segunda-feira, junho 01, 2009
quarta-feira, maio 27, 2009
Nicolau na madrugada
CARTA DO CANADÁ
por Fernanda Leitão
Uma noite destas a falta de sono levou-me a fazer zapping diante da TV, manobra cansativa, diga-se já, que são mais de 100 os canais de que dispomos aqui na cidade. Foi assim que encontrei Nicolau Breyner a ser entrevistado e ali fiquei a ouvi-lo.
Com que gosto o ouvi. Alem de ser um actor que francamente aprecio, conforta-me pensar que, tendo sido um comediante que pôs a rir milhões de portugueses, através do Parque Mayer e da TV, nunca sofreu a decadência de precisar de ser ordinário na esperança de ter graça ou de insultar gratuitamente a religião e os princípios do povo a que pertence por sofrer de indigência artística. É um talento puro e um senhor. Um alentejano de boa cepa e de bom berço.
Deu-me a saudade daqueles loucos anos de 1974 a 1976, com os militares revolucionários de trapinhos juntos com os comunistas a fazerem misérias que até envergonha contá-las, enquanto o verdadeiro Povo Unido fazia barreira àquela mascarada soviética. As figuras que eles fizeram! Quando me lembro de Barreirinhas Cunhal em cima de uma chaimite, no meio de um soldado e de um marinheiro, a sentir-se Lenine ressuscitado, ainda me rio e já lá vão tantos anos... Para o que lhe havia de dar! Em Lisboa, rapaziada de sangue na guelra, de todas as condições sociais, dava largas à boa piada. Quando o ministro Francisco Pereira de Moura, que vinha dos chamados progressistas católicos, fez um discurso desgraçado em que propunha que se chamasse fascista a toda a gente, mesmo aos empregados dos correios quando eles não atendiam logo, a actriz Maria Paula, que oferecia a sua bela voz ao Botequim , de Natália Correia, atirou aos ares uma paródia do Fado do 31 que, qual bicha de rabiar, se espalhou pela cidade: “Ai, olarilolela / Como este não há nenhum / Karl Marx e água benta / Resultado: 31”. E quando começaram as brigas entre o PC e o MRPP, a moda foi o malhão: “MRPP / Sejamos chineses / Que os moscovitas / São uns parasitas / Uns trastes burgueses”. O Otelo saíu em zarzuela: “donde vas taconero e ordinario...”. A coisa ia pela noite dentro e por vezes, aparecia um grupo salazarista a cantar o Hino da Mocidade Portugesa, que logo tinha resposta, e aquilo acabava numa bulha de músicas que a Rita Rolão Preto salvava com folclore da Beira Baixa. Pode julgar-se que era tudo paródia, mas não era. As cantigas de escárnio e mal dizer faziam mossa aos comunistas, que são pessoas sem sentido de humor e sem graça nenhuma.
Uma noite recebemos recado do Nicolau para irmos a um bar perto do Hotel Ritz, porque ele ia lá actuar para nós. O bar era enorme e encheu tão completamente que havia muita rapaziada sentada no chão. O Nicolau pôs-se num plano mais alto e começou a contar-nos a História de Portugal com tanta graça que ninguém parava de rir. A uma dada altura, vozeirou: “28 de Maio de 1926”. E apagaram-se as luzes todas por uns bons minutos. Tudo no escuro como bréu. Uns riam, outros mandavam bocas, todos estavam ansiosos por entenderem a charada. Foi então que se ouviu um estrondo, abriram-se as luzes e o Nicolau disse muito grave, com aquela cara deslavada: “Acabou a longa noite fascista”. Chorámos a rir com essa tirada e com as piadas ao PREC que se seguiram. Entre outras, o povo português tem a virtude de saber rir na cara da desgraça.
Com que pena ouvi o Nicolau dizer, naquela madrugada sem sono, da sua desilusão, do seu cepticismo, do seu repúdio pela partidocracia que se instalou para desgraça da nossa terra. É que não está sózinho, estão com ele milhões de portugueses, dentro e fora do país, profundamente tristes e revoltados com o que maus políticos, maus jornalistas, maus banqueiros e maus magistrados têm feito de mal à nossa Pátria.
Mas Nicolau Breyner não cruzou os braços e menos ainda os deixou caír. Ele ainda acredita que podemos livrar Portugal desta teia de aranha venenosa. E, mais uma vez, não está sózinho. Estamos todos com ele.
por Fernanda Leitão
Uma noite destas a falta de sono levou-me a fazer zapping diante da TV, manobra cansativa, diga-se já, que são mais de 100 os canais de que dispomos aqui na cidade. Foi assim que encontrei Nicolau Breyner a ser entrevistado e ali fiquei a ouvi-lo.
Com que gosto o ouvi. Alem de ser um actor que francamente aprecio, conforta-me pensar que, tendo sido um comediante que pôs a rir milhões de portugueses, através do Parque Mayer e da TV, nunca sofreu a decadência de precisar de ser ordinário na esperança de ter graça ou de insultar gratuitamente a religião e os princípios do povo a que pertence por sofrer de indigência artística. É um talento puro e um senhor. Um alentejano de boa cepa e de bom berço.
Deu-me a saudade daqueles loucos anos de 1974 a 1976, com os militares revolucionários de trapinhos juntos com os comunistas a fazerem misérias que até envergonha contá-las, enquanto o verdadeiro Povo Unido fazia barreira àquela mascarada soviética. As figuras que eles fizeram! Quando me lembro de Barreirinhas Cunhal em cima de uma chaimite, no meio de um soldado e de um marinheiro, a sentir-se Lenine ressuscitado, ainda me rio e já lá vão tantos anos... Para o que lhe havia de dar! Em Lisboa, rapaziada de sangue na guelra, de todas as condições sociais, dava largas à boa piada. Quando o ministro Francisco Pereira de Moura, que vinha dos chamados progressistas católicos, fez um discurso desgraçado em que propunha que se chamasse fascista a toda a gente, mesmo aos empregados dos correios quando eles não atendiam logo, a actriz Maria Paula, que oferecia a sua bela voz ao Botequim , de Natália Correia, atirou aos ares uma paródia do Fado do 31 que, qual bicha de rabiar, se espalhou pela cidade: “Ai, olarilolela / Como este não há nenhum / Karl Marx e água benta / Resultado: 31”. E quando começaram as brigas entre o PC e o MRPP, a moda foi o malhão: “MRPP / Sejamos chineses / Que os moscovitas / São uns parasitas / Uns trastes burgueses”. O Otelo saíu em zarzuela: “donde vas taconero e ordinario...”. A coisa ia pela noite dentro e por vezes, aparecia um grupo salazarista a cantar o Hino da Mocidade Portugesa, que logo tinha resposta, e aquilo acabava numa bulha de músicas que a Rita Rolão Preto salvava com folclore da Beira Baixa. Pode julgar-se que era tudo paródia, mas não era. As cantigas de escárnio e mal dizer faziam mossa aos comunistas, que são pessoas sem sentido de humor e sem graça nenhuma.
Uma noite recebemos recado do Nicolau para irmos a um bar perto do Hotel Ritz, porque ele ia lá actuar para nós. O bar era enorme e encheu tão completamente que havia muita rapaziada sentada no chão. O Nicolau pôs-se num plano mais alto e começou a contar-nos a História de Portugal com tanta graça que ninguém parava de rir. A uma dada altura, vozeirou: “28 de Maio de 1926”. E apagaram-se as luzes todas por uns bons minutos. Tudo no escuro como bréu. Uns riam, outros mandavam bocas, todos estavam ansiosos por entenderem a charada. Foi então que se ouviu um estrondo, abriram-se as luzes e o Nicolau disse muito grave, com aquela cara deslavada: “Acabou a longa noite fascista”. Chorámos a rir com essa tirada e com as piadas ao PREC que se seguiram. Entre outras, o povo português tem a virtude de saber rir na cara da desgraça.
Com que pena ouvi o Nicolau dizer, naquela madrugada sem sono, da sua desilusão, do seu cepticismo, do seu repúdio pela partidocracia que se instalou para desgraça da nossa terra. É que não está sózinho, estão com ele milhões de portugueses, dentro e fora do país, profundamente tristes e revoltados com o que maus políticos, maus jornalistas, maus banqueiros e maus magistrados têm feito de mal à nossa Pátria.
Mas Nicolau Breyner não cruzou os braços e menos ainda os deixou caír. Ele ainda acredita que podemos livrar Portugal desta teia de aranha venenosa. E, mais uma vez, não está sózinho. Estamos todos com ele.
terça-feira, maio 12, 2009
Corrupção e Justiça
por Fernanda Leitão
Não adianta disfarçar: estamos todos muito mal dispostos com o rebentar do abcesso da corrupção no nosso país e naquele bloco de interesses a que se convencionou chamar Civilização Ocidental.
É que, não há muitos anos ainda, a corrupção era, para nós, um fenómeno deplorável que existia em África, na América Latina e em alguma Ásia. Não era connosco, não podia ser connosco, porque nós tínhamos uns pecadilhos, uns desviozitos. De facto, não há maior cego do que aquele que não quer ver, porque a corrupção não cresceu de repente, não se tornou um furacão do dia para a noite.
Há quantos anos sabíamos todos de histórias feias passadas empresas, certos ministérios, algumas instituições, incluindo a banca? O que aconteceu à maior parte dos prevaricadores? Foram absolvidos por má investigação e consequente falta de provas, assim como por má legislação. Com o passar dos anos, tomou raízes a impunidade e o descaramento. Trinta e cinco anos de facilitismo, de deixa andar, de vista grossa, deram neste lodo de país e de mundo.
A corrupção tem a ver com o ser humano. O corpo corrompe-se quando a vida o abandona. O carácter corrompe-se quando os valores morais abandonam a alma. E foi o que aconteceu: Deus passou a ter o nome de Dinheiro, Valor passou a chamar-se Astúcia, Progresso de Todos dá agora pelo nome de Ganância de Alguns, Trabalho foi substituído por Golpada .
Esta nódoa alastrou em todas as sociedades do mundo ocidental, acompanhada de violência, crime, desemprego, pobreza.
Aqui chegados, se hoje queremos distinguir um país do Primero Mundo de um outro do Terceiro Mundo, só temos de apurar em qual deles a Justiça funciona com rapidez, com legislação inteligente e adequada, com isenção e firmeza, de fácil acesso a todos sem excepção. Porque, havendo corrupção em toda a parte, a esperança só tem lugar onde houver Justiça digna desse nome.
Estas são as duas tremendas batalhas que Portugal enfrenta: Justiça e Educação.
Não adianta disfarçar: estamos todos muito mal dispostos com o rebentar do abcesso da corrupção no nosso país e naquele bloco de interesses a que se convencionou chamar Civilização Ocidental.
É que, não há muitos anos ainda, a corrupção era, para nós, um fenómeno deplorável que existia em África, na América Latina e em alguma Ásia. Não era connosco, não podia ser connosco, porque nós tínhamos uns pecadilhos, uns desviozitos. De facto, não há maior cego do que aquele que não quer ver, porque a corrupção não cresceu de repente, não se tornou um furacão do dia para a noite.
Há quantos anos sabíamos todos de histórias feias passadas empresas, certos ministérios, algumas instituições, incluindo a banca? O que aconteceu à maior parte dos prevaricadores? Foram absolvidos por má investigação e consequente falta de provas, assim como por má legislação. Com o passar dos anos, tomou raízes a impunidade e o descaramento. Trinta e cinco anos de facilitismo, de deixa andar, de vista grossa, deram neste lodo de país e de mundo.
A corrupção tem a ver com o ser humano. O corpo corrompe-se quando a vida o abandona. O carácter corrompe-se quando os valores morais abandonam a alma. E foi o que aconteceu: Deus passou a ter o nome de Dinheiro, Valor passou a chamar-se Astúcia, Progresso de Todos dá agora pelo nome de Ganância de Alguns, Trabalho foi substituído por Golpada .
Esta nódoa alastrou em todas as sociedades do mundo ocidental, acompanhada de violência, crime, desemprego, pobreza.
Aqui chegados, se hoje queremos distinguir um país do Primero Mundo de um outro do Terceiro Mundo, só temos de apurar em qual deles a Justiça funciona com rapidez, com legislação inteligente e adequada, com isenção e firmeza, de fácil acesso a todos sem excepção. Porque, havendo corrupção em toda a parte, a esperança só tem lugar onde houver Justiça digna desse nome.
Estas são as duas tremendas batalhas que Portugal enfrenta: Justiça e Educação.
sábado, maio 09, 2009
sábado, abril 25, 2009
João Mattos e Silva é o novo Presidente da Real Associacão de Lisboa
«um apelo aos monárquicos para que não temam dar a cara e lutem, nas estruturas da Causa Real e neste caso particular da Real Associação de Lisboa, ou informalmente por outros meios, pela Instituição Real, conscientes de que é essencial para Portugal e para a sua modernidade. Nenhum regime é eterno e os cem anos que a Republica vai comemorar, gastando milhões de euros dos nossos impostos, é perecível e quase nada quando comparada com os oitocentos anos de Monarquia. Se todos os que são monárquicos convictos a combaterem, democraticamente mas com firmeza, e se pela sua palavra e pela sua acção, trouxerem “mais cinco”!»
(22 de Abril de 2009)
João Mattos e Silva é o novo Presidente da Direcção da Real Associação de Lisboa.
Eleito no passado dia 18 de Abril, promete um novo rumo para a maior Real Associação de Portugal.
Iniciou a sua militância política aos dezassete anos na Causa Monárquica, em 1961, onde foi presidente da Comissão de Juventude, vogal da Junta Distrital de Lisboa e membro da Comissão Doutrinária, presidida por Henrique Barrilaro Ruas. Coordenou no semanário monárquico o Debate a “Página de Juventude”. Foi um dos subscritores, a convite de Henrique Barrilaro Ruas, do manifesto “Renovação Portuguesa”, em 1969. Em 1987 foi candidato independente a deputado à Assembleia da República e ao Parlamento Europeu pelo PPM, presidido então por Gonçalo Ribeiro Telles. Entre 1992 e 1995 foi presidente da Mesa da Assembleia - Geral da Real Associação de Lisboa. Em 1993 foi eleito como primeiro Presidente da Causa Real – Federação das Reais Associações. É membro do Conselho Monárquico, órgão da Causa Real.
Uma Entrevista
- Foi, no passado dia 18 de Abril, eleito Presidente da Real Associação de Lisboa. Que análise faz à História recente da Real Associação de Lisboa?
A Real Associação de Lisboa passou por um período conturbado, fruto de desinteligências entre a direcção cessante, que resultou na total inactividade durante um ano. O que foi mau. Ultrapassada essa fase, pela qual muitas vezes passam as associações, em que amores próprios e vaidades se sobrepõem ao objectivo para que foram criadas, julgo que a minha direcção está suficientemente legitimada pela Assembleia – Geral, que nela votou expressivamente, para poder virar a página.
- Enquanto Presidente da Direcção da Real Associação de Lisboa, quais são os seus objectivos para este mandato que agora inicia?
Em primeiro lugar, arrumar a casa e em segundo lugar, mas em simultâneo, desenvolver uma série de acções que constam do programa que apresentámos, tendentes a alargar o âmbito de actuação junto dos monárquicos dos concelhos que compõem o Distrito de Lisboa, com relevo para formação e informação e para, usando todos os meios disponíveis de comunicação, marcar presença, tomando posições sobre todos os assuntos de interesse para os portugueses que vivem neste espaço geográfico, desde os políticos aos do ambiente ou aos de defesa do património.
- Ao nível da Causa Real, acredita que, como muitos monárquicos, que é tempo da criação de uma nova dinâmica, passando naturalmente por melhorar os meios para aproximação aos Portugueses?
Claro que acredito. E esse passo está em vias de ser dado.
- Que análise faz ao trabalho dos Voluntários da Causa, nomeadamente no que toca à expansão do Ideal Monárquico na Blogosfera, em Sítios da Internet e Fóruns?
Penso que a blogosfera é um espaço de informação e de diálogo muito importante que, não podendo ser desprezado, pelo contrário, tem de ser valorizado. São cada vez mais as pessoas que navegam na Net e frequentam sítios e Blogues em procura de informação, de esclarecimento ou de pura diversão e que podem ser sensibilizados pelos conteúdos. Por isso o trabalho que os monárquicos, a título individual ou em grupos mais restritos, têm vindo a fazer é importantíssimo e altamente louvável. Há que apoiá-los e criar sinergias, não só entre eles – o que já sucede – como com as estruturas do movimento monárquico.
(...)
- Foi lançado há dias o livro “Aqui D´El-Rei”, do qual é um dos autores. O que é que se tem que fazer mais para que, efectivamente a “divulgação seja a chave da restauração” ?
O livro é uma colectânea de textos publicados na comunicação social, escrita e virtual, ao longo de nove anos, ininterruptamente. Foi publicado em livro porque um editor, por sinal monárquico, os descobriu a navegar na Net e por eles se interessou. É um contributo para divulgar a posição de monárquicos que, fazendo crónicas ao sabor dos acontecimentos, também fazem a divulgação da doutrina. A divulgação da posição dos monárquicos é, mesmo, a chave da restauração, como diz. Só chegando a cada vez mais portugueses poderemos criar um movimento da sociedade no sentido de “forçar” os políticos republicanos acantonados nos seus poderes a rever a Constituição que impede a escolha do regime.
- Estamos a passos largos a chegar ao Centenário da Republica. Que resposta deve a Causa Real e as Reais Associações, já para não falar também dos Voluntários, como o PDR, para mostrar que a chama monárquica continua ainda bem viva e que deve ser vista pelos Portugueses como uma esperança, tendo em consideração a crise que estamos a passar a todos os níveis?
Acho o movimento monárquico irá dar uma prova de que está vivo e actuante, cada vez mais actuante, e que não se conforma com o regime mesmo que ele faça cem anos. A contribuição de todos é fundamental. Agora tenhamos em atenção que a Monarquia não é uma panaceia para todos os males do País, podendo sem dúvida contribuir mais fortemente, pela superioridade da Instituição Real, para criar um ambiente de coesão nacional que potencie a sua resolução por quem tem que o fazer: os governos e as forças políticas e sociais.
- Acredita que algum dia a esquerda parlamentar irá aceitar alterar a alínea b) do artigo 288.º da Constituição, que nos impõe, a “forma republicana de governo”?
Acho que não será toda, porque a mais radical sabe que só navega bem e consegue fazer-se ouvir, num clima conflitual que a república facilita. Mas creio que o ciclo geracional, que tem gerido o PS, eivado de preconceitos e herdeiro dos “valores” da I República, está a chegar ao fim e que entre as gerações mais novas, sobretudo, há já muitos militantes que são monárquicos e não vêem nenhuma incompatibilidade entre o socialismo e a social – democracia e a forma monárquica de regime. Os mais novos forçarão os mais velhos a perceber que até para o PS, a Monarquia é mais favorável.
- Em 2011, chegaremos ao centenário do falecimento da Rainha Dona Maria Pia. Fala-se que está para breve (ou não) a sua transladação para Portugal. Acha que a Republica tem medo desta transladação, tendo em consideração que se pode tratar de uma Cerimónia de Estado, que implique a participação das Forças Armadas, tal como aconteceu com Dom Manuel II e a Rainha Dona Amélia?
Acho que o regime tem vindo a protelar a transladação dos restos mortais da Rainha Dona Maria Pia porque tem receio de dar um sinal errado ao Pais, a pouco tempo do centenário da República. Em 2011, já passou esse período e não vejo porque não o fará, tendo sido afirmado pelos principais dirigentes actuais que considerava esse acto como desejável e possível, com dignidade, mas eventualmente sem tanto realce como o dos Rei Dom Manuel e Dona Amélia. Salazar achava que a II República estava de pedra e cal, por força do carácter autoritário do regime que inventou. A III República sabe, que mesmo com truques constitucionais, em democracia “ o povo é quem mais ordena”.
- Que futuro deseja para Portugal? A Monarquia é a única solução e esperança para os Portugueses?
Que Portugal ganhe confiança em si próprio, que saiba olhar para a sua História e orgulhando-se do que fizeram os nossos antepassados, saiba que pode ir mais longe, e de que perceba que, adaptando Camões, “ um fraco regime faz fraca a forte gente”. Portugal só terá sucesso com a Instituição Real.
- Deseja acrescentar algo?
Sim. Fazer um apelo aos monárquicos para que não temam dar a cara e lutem, nas estruturas da Causa Real e neste caso particular da Real Associação de Lisboa, ou informalmente por outros meios, pela Instituição Real, conscientes de que é essencial para Portugal e para a sua modernidade. Nenhum regime é eterno e os cem anos que a Republica vai comemorar, gastando milhões de euros dos nossos impostos, é perecível e quase nada quando comparada com os oitocentos anos de Monarquia. Se todos os que são monárquicos convictos a combaterem, democraticamente mas com firmeza, e se pela sua palavra e pela sua acção, trouxerem “mais cinco”!
fonte:
http://fdrojornal.wordpress.com/2009/04/20/pdr-entrevista-joao-mattos-e-silva-novo-presidente-da-direccao-da-real-associacao-de-lisboa/
(22 de Abril de 2009)
João Mattos e Silva é o novo Presidente da Direcção da Real Associação de Lisboa.
Eleito no passado dia 18 de Abril, promete um novo rumo para a maior Real Associação de Portugal.
Iniciou a sua militância política aos dezassete anos na Causa Monárquica, em 1961, onde foi presidente da Comissão de Juventude, vogal da Junta Distrital de Lisboa e membro da Comissão Doutrinária, presidida por Henrique Barrilaro Ruas. Coordenou no semanário monárquico o Debate a “Página de Juventude”. Foi um dos subscritores, a convite de Henrique Barrilaro Ruas, do manifesto “Renovação Portuguesa”, em 1969. Em 1987 foi candidato independente a deputado à Assembleia da República e ao Parlamento Europeu pelo PPM, presidido então por Gonçalo Ribeiro Telles. Entre 1992 e 1995 foi presidente da Mesa da Assembleia - Geral da Real Associação de Lisboa. Em 1993 foi eleito como primeiro Presidente da Causa Real – Federação das Reais Associações. É membro do Conselho Monárquico, órgão da Causa Real.
Uma Entrevista
- Foi, no passado dia 18 de Abril, eleito Presidente da Real Associação de Lisboa. Que análise faz à História recente da Real Associação de Lisboa?
A Real Associação de Lisboa passou por um período conturbado, fruto de desinteligências entre a direcção cessante, que resultou na total inactividade durante um ano. O que foi mau. Ultrapassada essa fase, pela qual muitas vezes passam as associações, em que amores próprios e vaidades se sobrepõem ao objectivo para que foram criadas, julgo que a minha direcção está suficientemente legitimada pela Assembleia – Geral, que nela votou expressivamente, para poder virar a página.
- Enquanto Presidente da Direcção da Real Associação de Lisboa, quais são os seus objectivos para este mandato que agora inicia?
Em primeiro lugar, arrumar a casa e em segundo lugar, mas em simultâneo, desenvolver uma série de acções que constam do programa que apresentámos, tendentes a alargar o âmbito de actuação junto dos monárquicos dos concelhos que compõem o Distrito de Lisboa, com relevo para formação e informação e para, usando todos os meios disponíveis de comunicação, marcar presença, tomando posições sobre todos os assuntos de interesse para os portugueses que vivem neste espaço geográfico, desde os políticos aos do ambiente ou aos de defesa do património.
- Ao nível da Causa Real, acredita que, como muitos monárquicos, que é tempo da criação de uma nova dinâmica, passando naturalmente por melhorar os meios para aproximação aos Portugueses?
Claro que acredito. E esse passo está em vias de ser dado.
- Que análise faz ao trabalho dos Voluntários da Causa, nomeadamente no que toca à expansão do Ideal Monárquico na Blogosfera, em Sítios da Internet e Fóruns?
Penso que a blogosfera é um espaço de informação e de diálogo muito importante que, não podendo ser desprezado, pelo contrário, tem de ser valorizado. São cada vez mais as pessoas que navegam na Net e frequentam sítios e Blogues em procura de informação, de esclarecimento ou de pura diversão e que podem ser sensibilizados pelos conteúdos. Por isso o trabalho que os monárquicos, a título individual ou em grupos mais restritos, têm vindo a fazer é importantíssimo e altamente louvável. Há que apoiá-los e criar sinergias, não só entre eles – o que já sucede – como com as estruturas do movimento monárquico.
(...)
- Foi lançado há dias o livro “Aqui D´El-Rei”, do qual é um dos autores. O que é que se tem que fazer mais para que, efectivamente a “divulgação seja a chave da restauração” ?
O livro é uma colectânea de textos publicados na comunicação social, escrita e virtual, ao longo de nove anos, ininterruptamente. Foi publicado em livro porque um editor, por sinal monárquico, os descobriu a navegar na Net e por eles se interessou. É um contributo para divulgar a posição de monárquicos que, fazendo crónicas ao sabor dos acontecimentos, também fazem a divulgação da doutrina. A divulgação da posição dos monárquicos é, mesmo, a chave da restauração, como diz. Só chegando a cada vez mais portugueses poderemos criar um movimento da sociedade no sentido de “forçar” os políticos republicanos acantonados nos seus poderes a rever a Constituição que impede a escolha do regime.
- Estamos a passos largos a chegar ao Centenário da Republica. Que resposta deve a Causa Real e as Reais Associações, já para não falar também dos Voluntários, como o PDR, para mostrar que a chama monárquica continua ainda bem viva e que deve ser vista pelos Portugueses como uma esperança, tendo em consideração a crise que estamos a passar a todos os níveis?
Acho o movimento monárquico irá dar uma prova de que está vivo e actuante, cada vez mais actuante, e que não se conforma com o regime mesmo que ele faça cem anos. A contribuição de todos é fundamental. Agora tenhamos em atenção que a Monarquia não é uma panaceia para todos os males do País, podendo sem dúvida contribuir mais fortemente, pela superioridade da Instituição Real, para criar um ambiente de coesão nacional que potencie a sua resolução por quem tem que o fazer: os governos e as forças políticas e sociais.
- Acredita que algum dia a esquerda parlamentar irá aceitar alterar a alínea b) do artigo 288.º da Constituição, que nos impõe, a “forma republicana de governo”?
Acho que não será toda, porque a mais radical sabe que só navega bem e consegue fazer-se ouvir, num clima conflitual que a república facilita. Mas creio que o ciclo geracional, que tem gerido o PS, eivado de preconceitos e herdeiro dos “valores” da I República, está a chegar ao fim e que entre as gerações mais novas, sobretudo, há já muitos militantes que são monárquicos e não vêem nenhuma incompatibilidade entre o socialismo e a social – democracia e a forma monárquica de regime. Os mais novos forçarão os mais velhos a perceber que até para o PS, a Monarquia é mais favorável.
- Em 2011, chegaremos ao centenário do falecimento da Rainha Dona Maria Pia. Fala-se que está para breve (ou não) a sua transladação para Portugal. Acha que a Republica tem medo desta transladação, tendo em consideração que se pode tratar de uma Cerimónia de Estado, que implique a participação das Forças Armadas, tal como aconteceu com Dom Manuel II e a Rainha Dona Amélia?
Acho que o regime tem vindo a protelar a transladação dos restos mortais da Rainha Dona Maria Pia porque tem receio de dar um sinal errado ao Pais, a pouco tempo do centenário da República. Em 2011, já passou esse período e não vejo porque não o fará, tendo sido afirmado pelos principais dirigentes actuais que considerava esse acto como desejável e possível, com dignidade, mas eventualmente sem tanto realce como o dos Rei Dom Manuel e Dona Amélia. Salazar achava que a II República estava de pedra e cal, por força do carácter autoritário do regime que inventou. A III República sabe, que mesmo com truques constitucionais, em democracia “ o povo é quem mais ordena”.
- Que futuro deseja para Portugal? A Monarquia é a única solução e esperança para os Portugueses?
Que Portugal ganhe confiança em si próprio, que saiba olhar para a sua História e orgulhando-se do que fizeram os nossos antepassados, saiba que pode ir mais longe, e de que perceba que, adaptando Camões, “ um fraco regime faz fraca a forte gente”. Portugal só terá sucesso com a Instituição Real.
- Deseja acrescentar algo?
Sim. Fazer um apelo aos monárquicos para que não temam dar a cara e lutem, nas estruturas da Causa Real e neste caso particular da Real Associação de Lisboa, ou informalmente por outros meios, pela Instituição Real, conscientes de que é essencial para Portugal e para a sua modernidade. Nenhum regime é eterno e os cem anos que a Republica vai comemorar, gastando milhões de euros dos nossos impostos, é perecível e quase nada quando comparada com os oitocentos anos de Monarquia. Se todos os que são monárquicos convictos a combaterem, democraticamente mas com firmeza, e se pela sua palavra e pela sua acção, trouxerem “mais cinco”!
fonte:
http://fdrojornal.wordpress.com/2009/04/20/pdr-entrevista-joao-mattos-e-silva-novo-presidente-da-direccao-da-real-associacao-de-lisboa/
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