A Associação Portuguesa de Famílias Numerosas (APFN) felicita o Dr. João Casteleiro, presidente do Centro Hospitalar da Cova da Beira, pela brilhante ideia, secundada pelo Câmara Municipal da Covilhã, de se plantar uma árvore num dos jardins da cidade por cada bebé nascido no hospital da Covilhã, com o seu nome inscrito, (http://www.apfn.com.pt/Noticias/Set2007/240907a.htm) uma ideia extremamente simples, barata e eficaz de saudar publicamente o nascimento de uma nova vida, de que o concelho, como o resto do país, estão tão carentes.
Esta ideia é de realçar em valor absoluto, mas, também, em valor relativo, uma vez que é uma pedrada no charco em que o Ministério da "Saúde" se transformou neste domínio sob a orientação da fúria anti-natalista do actual Ministro que tem levado a "maternidades" se vangloriarem do número de abortos que têm vindo a praticar, que é tão idiota como alguém se orgulhar de ter despejado o seu cantil no deserto!
A APFN recomenda fortemente que autarquias e maternidades merecedoras desta designação sigam estes e outros exemplos, enquanto o Governo não tomar medidas a sério para enfrentar e vencer o Inverno demográfico, que terá que, inevitavelmente, começar por neutralizar a fortíssima política anti-natalista promovida pelo Ministério da "Saúde" e pelo sistema fiscal português.
De novo, realça o trabalho que tem vindo a ser desenvolvido pela Câmara de Vila Real, e que pode ser consultado em
http://www.cm-vilareal.pt/index.php?option=com_content&task=view&id=73&Itemid=55
30 de Setembro de 2007
Nos liberi sumus; Rex noster liber est, manus nostrae nos liberverunt... [Nós somos livres; nosso Rei é livre, nossas mãos nos libertaram...]
segunda-feira, outubro 01, 2007
segunda-feira, setembro 24, 2007
Fernando Quintais
Eu sabia que estava muito doente mas a notícia da sua morte apanhou-me de surpresa, agarrada que estava na cama, por azares da vida e que me impediu de me juntar aos seus familiares, amigos e conhecidos. Resolvi escrever, nem que fossem só duas linhas, para me desanuviar o coração e dizer a toda a gente o que ele era para mim. Para mim e para muitos outros, que há muito mais tempo com ele conviviam.
Era modesto mas estava sempre pronto para ajudar, nas horas difícies, os monárquicos deste país, numa fidelidade forte e segura, que o fazia como desaparecer da cena, dando lugar a outros que ele sentisse mais brilhantes e úteis, mas todos sabíamos que estava ali, firme e atento, com quem sempre se podia contar.
Fidelíssimo, era também de uma sensibilidade extrema e escondida, como que envergonhada mas cuja voz rompeu, de repente, com as consonâncias modestas da sua personalidade.
«Et in Arcadia, ego...» Vindo à tona inevitável, essa sensibilidade, esse amor ao seu cantinho de Portugal, esteio importante do seu monarquismo, transbordou para o livro, o seu livro que ele oferecia a medo aos seus amigos. E em que esmiuçava, com devoção e espanto, os campos e lugares, o imenso amor que lhe ia na alma.
Sinto-me grata a Deus por Ele. Graças a Deus por o ter conhecido, por ele ter existido e por ter sido meu amigo.
Teresa Maria Martins de Carvalho
Era modesto mas estava sempre pronto para ajudar, nas horas difícies, os monárquicos deste país, numa fidelidade forte e segura, que o fazia como desaparecer da cena, dando lugar a outros que ele sentisse mais brilhantes e úteis, mas todos sabíamos que estava ali, firme e atento, com quem sempre se podia contar.
Fidelíssimo, era também de uma sensibilidade extrema e escondida, como que envergonhada mas cuja voz rompeu, de repente, com as consonâncias modestas da sua personalidade.
«Et in Arcadia, ego...» Vindo à tona inevitável, essa sensibilidade, esse amor ao seu cantinho de Portugal, esteio importante do seu monarquismo, transbordou para o livro, o seu livro que ele oferecia a medo aos seus amigos. E em que esmiuçava, com devoção e espanto, os campos e lugares, o imenso amor que lhe ia na alma.
Sinto-me grata a Deus por Ele. Graças a Deus por o ter conhecido, por ele ter existido e por ter sido meu amigo.
Teresa Maria Martins de Carvalho
quinta-feira, setembro 20, 2007
Quem manda
CARTA DO CANADÁ
por Fernanda Leitão
Como era previsível, a cerimónia de transladação do escritor Aquilino Ribeiro para o Panteão Nacional foi edificante a vários títulos.
Para já, logo no início da transmissão directa pela RTP, a jornalista de serviço a afirmar que o escritor tinha lutado contra três ditaduras: a Monarquia, a de Sidónio Pais e a de Salazar. Chamar ditadura à Monarquia Constitucional é revelador de grande ignorância histórica, se tivermos em conta a liberdade completa de que gozavam os jornalistas, escritores, autores teatrais e opinião pública em geral. As oposições diziam e escreviam o que muito bem lhes apetecia, sem receios de maior. Quanto a Sidónio, vindo das fileiras republicanas e laicas, foi assassinado por republicanos e, ao que se diz, por lhe suspeitarem tolerância em relação aos monárquicos. É da História que o regime republicano, saído do assassinato do Rei D. Carlos e do príncipe herdeiro D. Luís Filipe, foi de uma completa intolerância em relação aos monárquicos e aos católicos, pelas acções de perseguição atroz que desmentia os ideais democráticos que proclamavam, sobretudo para uso externo. Feitas as contas, Aquilino lutou contra a ditadura anterior ao regime implantado em 25 de Abril de 1974, sendo facto assente que estava ligado à Carbonária, que era o braço armado da Maçonaria, e por tal, para além de conspirar e fazer bombas, participou de forma activa nos preparativos para o crime horrendo do Terreiro do Paço.
Que o actual regime, estabelecido por figuras republicanas e laicas, se desdobre em homenagens a esta figura da luta armada, com os mesmos métodos que usam aqueles que hoje conhecemos por terroristas, é lastimável mas não surpreendente. Um regime que ignora ostensivamente grandes figuras da política, da arte, da ciência, do pensamento, das letras, a acção social, para fazer do Marquês de Pombal o monumento grandioso que se pode ver, tendo sido ele quem matou os fidalgos que lhe faziam sombra, e de morte particularmente cruel e injusta, só pode entender-se pelo facto de Sebastião de Carvalho e Melo ter trazido para Portugal a semente da Maçonaria.
Recentemente, o actual grão mestre do Grande Oriente Lusitano, António Reis, um antigo jornalista, declarou numa entrevista, sem reticências nem meias palavras, que a Maçonaria domina a vida pública portuguesa desde a parte final da Monarquia, que está representada em todos os governos e em todos os sectores da vida portuguesa. Pessoalmente, acho que António Reis, com esta declaração formal, prestou um grande serviço ao país. É que, numa terra em que a culpa morre sempre solteira, em que os culpados de crimes sacodem sempre a água do capote e tudo sepultam no silêncio, assume uma inusitada importância haver alguém que mostra à luz do dia os responsáveis pelo estado a que Portugal chegou. Como todos sabemos, as árvores avaliam-se pelos frutos que dão. E quanto aos frutos da República Portuguesa, estamos conversados. De tal sorte estou convencida da veracidade das afirmações do grão mestre Reis que, analisando uma também recente entrevista do grão mestre anterior, António Arnaut, interpreto o seu ataque cerrado a José Sócrates da seguinte maneira: ou é uma uma manobra de diversão, para esconder o que bem lhe interessa, ou José Sócrates, não sendo provavelmente maçon, mas teimoso e atrevido, está a incomodar os maçons que, no governo, querem tomar o poder completo. Seria, assim, um empata.
Seja como for, ficamos agora todos cientes de quem manda em Portugal. Todos agora sabemos a quem pedir contas do que vai no país desde 1908.
A cerimónia em Santa Engrácia foi, de facto, muito interessante. Minutos passados, ficámos a saber que a transladação foi iniciativa do jornalista António Valdemar, pseudónimo de uma alta figura da Maçonaria, oriunda da Ilha de S. Miguel. Para o que, visivelmente, contou com o empenhado apoio de dois micaelenses que são figuras gradas na Assembleia da República: Jaime Gama e Mota Amaral. Não colhe a afirmação estafada, por parte dos três, que a assembleia exerceu a vontade do povo, já que o povo há muito que está de costas voltadas para o parlamento e quem lá opera. António Valdemar, que ali certamente não representava os jornalistas nem a Academia das Ciências, afirmou, muma deliciosa postura queirosiana, que “nós queremos que Aquilino faça novamente parte dos manuais escolares”, dando sibilinamente a entender que Aquilino deixou de ser lido por alguma conspiração de silêncio. Aquele nós, não se referia a todos nós, portugueses, mas à Loja a que pertence e que ali estava representada au complet. Aquilino deixou de ser lido por ser excessivamente regionalista, deixou de ser moda num tempo de quase ausência de actividades rurais e caracterizada pela afirmação tecnológica diária. Vasco Pulido Valente diz que deixou de ser lido por ser “medíocre”, mas sabe-se como VPV é radical.
Também Baptista-Bastos, outro jornalista, vociferou contra o facto de estarem no esquecimento vários escritores, de que citou os nomes, por sinal todos comunistas. Foi pena não ter conseguido ser mais justo do que comunista, enunciando também escritores católicos e anticomunistas como José Régio, Tomás de Figueiredo, João de Araújo Correia, entre outros. BB queixou-se, em tom magoado, da nossa “amnésia histórica”. Que havemos de fazer? Ninguém escapa a essa maleita, nem BB. Nunca mais esqueci, nem esquecerei, a entrevista que ele deu a Artur Agostinho, na RTP, dois ou três dias depois do 25 de Abril: afirmou que já tinha vibrado com a Guerra das Astúrias, em 1934/35, e porque tinha adiantado a sua idade ao entrevistador, todo o país ficou a saber que ele já era revolucionário antes de nascer.
Enfim, puz o relógio no despertador para as 5 horas da manhã e vi tudo de fio a pavio. Ouvi a vaia e os assobios dos monárquicos às figuras republicanas que iam abandonando o Panteão. Se fosse republicana, a esta hora estava furiosa com a RTP por não ter passado as imagens dos talassas a vaiarem, limitando-se a dizer que eram meia dúzia. Então, se eram meia dúzia, não era de mostrar? Parece impossível. O leitor há-de estar pasmado com a minha pachorra, a 5 mil kms de distância da Portugal, de levantar-me àquela hora e ver aquela xaropada. Só encontro uma explicação para o meu comportamento e que está inteira numa anedota que se contava no Rio de Janeiro, quando ali esteve exilado o general Humberto Delgado. Diz que o general, de repente, foi tomado de uma doença misteriosa, mas forte a ponto de lhe pôr a vida em perigo. Reunida de emergência uma junta de sumidades médicas, foi ao general aplicada a violenta, e mal cheirosa, terapia de ser enfiado numa banheira cheia de caca durante três dias. Ao fim desse tempo, o general, depois de tomado um banho perfumado, sentiu-se 20 anos mais novo, cheio de vigor. Grato e curioso, foi-se aos médicos e quis saber que diabo de doença tinha ele tido para tratamento tão ruim. Um dos médicos adiantou, entre o fungar de riso dos outros: “saudades da Pátria, general, saudades da Pátria”.
por Fernanda Leitão
Como era previsível, a cerimónia de transladação do escritor Aquilino Ribeiro para o Panteão Nacional foi edificante a vários títulos.
Para já, logo no início da transmissão directa pela RTP, a jornalista de serviço a afirmar que o escritor tinha lutado contra três ditaduras: a Monarquia, a de Sidónio Pais e a de Salazar. Chamar ditadura à Monarquia Constitucional é revelador de grande ignorância histórica, se tivermos em conta a liberdade completa de que gozavam os jornalistas, escritores, autores teatrais e opinião pública em geral. As oposições diziam e escreviam o que muito bem lhes apetecia, sem receios de maior. Quanto a Sidónio, vindo das fileiras republicanas e laicas, foi assassinado por republicanos e, ao que se diz, por lhe suspeitarem tolerância em relação aos monárquicos. É da História que o regime republicano, saído do assassinato do Rei D. Carlos e do príncipe herdeiro D. Luís Filipe, foi de uma completa intolerância em relação aos monárquicos e aos católicos, pelas acções de perseguição atroz que desmentia os ideais democráticos que proclamavam, sobretudo para uso externo. Feitas as contas, Aquilino lutou contra a ditadura anterior ao regime implantado em 25 de Abril de 1974, sendo facto assente que estava ligado à Carbonária, que era o braço armado da Maçonaria, e por tal, para além de conspirar e fazer bombas, participou de forma activa nos preparativos para o crime horrendo do Terreiro do Paço.
Que o actual regime, estabelecido por figuras republicanas e laicas, se desdobre em homenagens a esta figura da luta armada, com os mesmos métodos que usam aqueles que hoje conhecemos por terroristas, é lastimável mas não surpreendente. Um regime que ignora ostensivamente grandes figuras da política, da arte, da ciência, do pensamento, das letras, a acção social, para fazer do Marquês de Pombal o monumento grandioso que se pode ver, tendo sido ele quem matou os fidalgos que lhe faziam sombra, e de morte particularmente cruel e injusta, só pode entender-se pelo facto de Sebastião de Carvalho e Melo ter trazido para Portugal a semente da Maçonaria.
Recentemente, o actual grão mestre do Grande Oriente Lusitano, António Reis, um antigo jornalista, declarou numa entrevista, sem reticências nem meias palavras, que a Maçonaria domina a vida pública portuguesa desde a parte final da Monarquia, que está representada em todos os governos e em todos os sectores da vida portuguesa. Pessoalmente, acho que António Reis, com esta declaração formal, prestou um grande serviço ao país. É que, numa terra em que a culpa morre sempre solteira, em que os culpados de crimes sacodem sempre a água do capote e tudo sepultam no silêncio, assume uma inusitada importância haver alguém que mostra à luz do dia os responsáveis pelo estado a que Portugal chegou. Como todos sabemos, as árvores avaliam-se pelos frutos que dão. E quanto aos frutos da República Portuguesa, estamos conversados. De tal sorte estou convencida da veracidade das afirmações do grão mestre Reis que, analisando uma também recente entrevista do grão mestre anterior, António Arnaut, interpreto o seu ataque cerrado a José Sócrates da seguinte maneira: ou é uma uma manobra de diversão, para esconder o que bem lhe interessa, ou José Sócrates, não sendo provavelmente maçon, mas teimoso e atrevido, está a incomodar os maçons que, no governo, querem tomar o poder completo. Seria, assim, um empata.
Seja como for, ficamos agora todos cientes de quem manda em Portugal. Todos agora sabemos a quem pedir contas do que vai no país desde 1908.
A cerimónia em Santa Engrácia foi, de facto, muito interessante. Minutos passados, ficámos a saber que a transladação foi iniciativa do jornalista António Valdemar, pseudónimo de uma alta figura da Maçonaria, oriunda da Ilha de S. Miguel. Para o que, visivelmente, contou com o empenhado apoio de dois micaelenses que são figuras gradas na Assembleia da República: Jaime Gama e Mota Amaral. Não colhe a afirmação estafada, por parte dos três, que a assembleia exerceu a vontade do povo, já que o povo há muito que está de costas voltadas para o parlamento e quem lá opera. António Valdemar, que ali certamente não representava os jornalistas nem a Academia das Ciências, afirmou, muma deliciosa postura queirosiana, que “nós queremos que Aquilino faça novamente parte dos manuais escolares”, dando sibilinamente a entender que Aquilino deixou de ser lido por alguma conspiração de silêncio. Aquele nós, não se referia a todos nós, portugueses, mas à Loja a que pertence e que ali estava representada au complet. Aquilino deixou de ser lido por ser excessivamente regionalista, deixou de ser moda num tempo de quase ausência de actividades rurais e caracterizada pela afirmação tecnológica diária. Vasco Pulido Valente diz que deixou de ser lido por ser “medíocre”, mas sabe-se como VPV é radical.
Também Baptista-Bastos, outro jornalista, vociferou contra o facto de estarem no esquecimento vários escritores, de que citou os nomes, por sinal todos comunistas. Foi pena não ter conseguido ser mais justo do que comunista, enunciando também escritores católicos e anticomunistas como José Régio, Tomás de Figueiredo, João de Araújo Correia, entre outros. BB queixou-se, em tom magoado, da nossa “amnésia histórica”. Que havemos de fazer? Ninguém escapa a essa maleita, nem BB. Nunca mais esqueci, nem esquecerei, a entrevista que ele deu a Artur Agostinho, na RTP, dois ou três dias depois do 25 de Abril: afirmou que já tinha vibrado com a Guerra das Astúrias, em 1934/35, e porque tinha adiantado a sua idade ao entrevistador, todo o país ficou a saber que ele já era revolucionário antes de nascer.
Enfim, puz o relógio no despertador para as 5 horas da manhã e vi tudo de fio a pavio. Ouvi a vaia e os assobios dos monárquicos às figuras republicanas que iam abandonando o Panteão. Se fosse republicana, a esta hora estava furiosa com a RTP por não ter passado as imagens dos talassas a vaiarem, limitando-se a dizer que eram meia dúzia. Então, se eram meia dúzia, não era de mostrar? Parece impossível. O leitor há-de estar pasmado com a minha pachorra, a 5 mil kms de distância da Portugal, de levantar-me àquela hora e ver aquela xaropada. Só encontro uma explicação para o meu comportamento e que está inteira numa anedota que se contava no Rio de Janeiro, quando ali esteve exilado o general Humberto Delgado. Diz que o general, de repente, foi tomado de uma doença misteriosa, mas forte a ponto de lhe pôr a vida em perigo. Reunida de emergência uma junta de sumidades médicas, foi ao general aplicada a violenta, e mal cheirosa, terapia de ser enfiado numa banheira cheia de caca durante três dias. Ao fim desse tempo, o general, depois de tomado um banho perfumado, sentiu-se 20 anos mais novo, cheio de vigor. Grato e curioso, foi-se aos médicos e quis saber que diabo de doença tinha ele tido para tratamento tão ruim. Um dos médicos adiantou, entre o fungar de riso dos outros: “saudades da Pátria, general, saudades da Pátria”.
quarta-feira, setembro 19, 2007
Uma visão americana da globalização

Depois de publicar aqui a notícia da activação do USAFRICOM (http://jacarandas.blogspot.com/2007/07/usafricom-operacional-em-outubro.html), dei-me conta da ignorância de alguns amigos acerca da importância desse novo Comando militar regional dos EUA, peça importante de um "projecto dos EUA" para o século XXI. Importa conhecer esse projecto e o "lugar" que nele nos não está reservado.
Como introdução ao tema, além de se ir lendo e vendo as campanhas de Barack Obama e de Mitt Romney para a presidência dos EUA (duas faces da mesma moeda), pode também ser útil ver e ouvir com atenção uma "lecture" de Thomas Barnett. No final, creio que ficará claro porque é que Obama deverá ser o próximo presidente dos EUA: África é muito importante para a manutenção do poder americano no mundo.
http://video.google.com/videoplay?docid=4689061169761152025
----
Publicada por
José Manuel Quintas
à(s)
quarta-feira, setembro 19, 2007
Sem comentários:
Hiperligações para esta mensagem
Etiquetas:
Obama
domingo, setembro 16, 2007
Ética para o novo milénio
por Fernanda Leitão
O texto que se segue é, no livro apontado acima, uma profissão de fé e vida da autoria do Dalai Lama, líder espiritual dos budistas. O mesmo que, recentemente, visitou Portugal pela segunda vez e não foi recebido pelo presidente da República e o primeiro ministro, os mesmos que, sem se rirem, proclamam a importância, necessidade e urgência do diálogo inter-religioso. A sua infeliz atitude deriva apenas dos interesses comercais que pretendem intensificar com a China, potência que ocupa violentamente o Tibete e continua a ser comunista. É uma recusa devida a dois pesos e duas medidas, como convém a uma diplomacia de secos e molhados.
FL
Possa eu ser em todos os tempos, hoje e sempre,
O protector dos que não têm protecção
O guia dos que perdem o caminho
Um barco para os que têm de atravessar oceanos
Uma ponte para os que têm de atravessar rios
Um santuário para os que estão em perigo
Uma lâmpada para os que não têm luz
Um refúgio para os que não têm abrigo
E o servidor de todos os que precisam
O texto que se segue é, no livro apontado acima, uma profissão de fé e vida da autoria do Dalai Lama, líder espiritual dos budistas. O mesmo que, recentemente, visitou Portugal pela segunda vez e não foi recebido pelo presidente da República e o primeiro ministro, os mesmos que, sem se rirem, proclamam a importância, necessidade e urgência do diálogo inter-religioso. A sua infeliz atitude deriva apenas dos interesses comercais que pretendem intensificar com a China, potência que ocupa violentamente o Tibete e continua a ser comunista. É uma recusa devida a dois pesos e duas medidas, como convém a uma diplomacia de secos e molhados.
FL
Possa eu ser em todos os tempos, hoje e sempre,
O protector dos que não têm protecção
O guia dos que perdem o caminho
Um barco para os que têm de atravessar oceanos
Uma ponte para os que têm de atravessar rios
Um santuário para os que estão em perigo
Uma lâmpada para os que não têm luz
Um refúgio para os que não têm abrigo
E o servidor de todos os que precisam
quinta-feira, setembro 13, 2007
Emigração e chicos espertos
CARTA DO CANADÁ
por Fernanda Leitão
Quem emigra quer melhorar de vida, o que também implica estar farto dos chicos espertos que costumam (des)governar o país com todo o ar de estar a salvá-lo e de quem espera a gratidão eterna do povo. Em geral, o emigrante melhora de vida. Mas acaba por esbarrar nas comunidades portuguesas com outros chicos espertos, sempre bem relacionados com os outros de quem se livrou em Portugal.
O chico esperto português é um sujeito intrometido e descarado, que vê tudo pela rama, pela superfície, porque isso lhe convém, e fecha os olhos deliberadamente à realidade mais profunda. As águas turvas em que navega parecem-lhe sempre claras e de feição. Joga em vários tabuleiros, vai a todas, vai trepando sem fazer grande esforço. Aparece em toda a parte: nos jornais, na rádio, na TV, nos actos diplomáticos do croquette e do rissol, nas homenagens a outros chicos espertos, na atribuição de medalhas, nas festas, nas angariações de fundos em que possa fazer negócio parecendo um grande benemérito. Sobre isso, o chico esperto dá opiniões sobre tudo, sem saber de coisa nenhuma. Todo ele é pose, discurso, verborreia, gravata à maneira, sapato brilhante.
Em geral, o chico esperto que ficou em Portugal mete-se nos partidos e com facilidade chega a presidente da câmara, a deputado, a secretário de estado e até a ministro. A exemplo do resto do país, não sabe nada de emigração, mas dá-se ares de saber tudo sobre o assunto e está sempre disposto a terçar armas quando se trata da Língua Portuguesa, essa que ele maltrata todos os dias quando a escreve com erros e com aleijada sintaxe. Se calha de ir parar à pasta governamental das Comunidades, cresce um palmo, nem que seja à custa de saltos suplementares nos sapatos, incha, fala de papo, e trata imediatamente de emparceirar com os chicos espertos espalhados pelo mundo.
Como tudo isto existe, tudo isto é triste, tudo isto é fado, há que dizer que não só em Portugal existe corrupção. Nas comunidades portuguesas também a há. Quantas vezes disfarçada e benta. E é vê-los, aos chicos espertos, a irem a Lisboa estabelecer contactos, a inventarem mentiras, a servirem-se do apoio local para ameaçar os que, nas comunidades, trabalham honestamente e não vivem de expedientes. Basta não porem uma assinatura onde os chicos espertos querem para melhor esmifrarem dinheiro ao próximo num encadeamento de pequenas (mas rendosas) fraudes que mina a confiança e paciência dos portugueses de folha limpa. Porque, cá por fora, tudo lhes serve para ganhar dinheiro, a esses chicos espertos que, somadas as contas, são o maior estorvo de quem emigra e de quem, em Portugal, quer manter-se honesto.
Que fazer? Varrê-los à mangueirada ou à chapada? Virar as costas e não dizer nada? Não, caro leitor. Sem desfalecimento, doa a quem doer, denunciar caso por caso, pôr-lhes o nome no jornal, reduzi-los ao que são: videirinhos ignorantes, baixa gente.
--
por Fernanda Leitão
Quem emigra quer melhorar de vida, o que também implica estar farto dos chicos espertos que costumam (des)governar o país com todo o ar de estar a salvá-lo e de quem espera a gratidão eterna do povo. Em geral, o emigrante melhora de vida. Mas acaba por esbarrar nas comunidades portuguesas com outros chicos espertos, sempre bem relacionados com os outros de quem se livrou em Portugal.
O chico esperto português é um sujeito intrometido e descarado, que vê tudo pela rama, pela superfície, porque isso lhe convém, e fecha os olhos deliberadamente à realidade mais profunda. As águas turvas em que navega parecem-lhe sempre claras e de feição. Joga em vários tabuleiros, vai a todas, vai trepando sem fazer grande esforço. Aparece em toda a parte: nos jornais, na rádio, na TV, nos actos diplomáticos do croquette e do rissol, nas homenagens a outros chicos espertos, na atribuição de medalhas, nas festas, nas angariações de fundos em que possa fazer negócio parecendo um grande benemérito. Sobre isso, o chico esperto dá opiniões sobre tudo, sem saber de coisa nenhuma. Todo ele é pose, discurso, verborreia, gravata à maneira, sapato brilhante.
Em geral, o chico esperto que ficou em Portugal mete-se nos partidos e com facilidade chega a presidente da câmara, a deputado, a secretário de estado e até a ministro. A exemplo do resto do país, não sabe nada de emigração, mas dá-se ares de saber tudo sobre o assunto e está sempre disposto a terçar armas quando se trata da Língua Portuguesa, essa que ele maltrata todos os dias quando a escreve com erros e com aleijada sintaxe. Se calha de ir parar à pasta governamental das Comunidades, cresce um palmo, nem que seja à custa de saltos suplementares nos sapatos, incha, fala de papo, e trata imediatamente de emparceirar com os chicos espertos espalhados pelo mundo.
Como tudo isto existe, tudo isto é triste, tudo isto é fado, há que dizer que não só em Portugal existe corrupção. Nas comunidades portuguesas também a há. Quantas vezes disfarçada e benta. E é vê-los, aos chicos espertos, a irem a Lisboa estabelecer contactos, a inventarem mentiras, a servirem-se do apoio local para ameaçar os que, nas comunidades, trabalham honestamente e não vivem de expedientes. Basta não porem uma assinatura onde os chicos espertos querem para melhor esmifrarem dinheiro ao próximo num encadeamento de pequenas (mas rendosas) fraudes que mina a confiança e paciência dos portugueses de folha limpa. Porque, cá por fora, tudo lhes serve para ganhar dinheiro, a esses chicos espertos que, somadas as contas, são o maior estorvo de quem emigra e de quem, em Portugal, quer manter-se honesto.
Que fazer? Varrê-los à mangueirada ou à chapada? Virar as costas e não dizer nada? Não, caro leitor. Sem desfalecimento, doa a quem doer, denunciar caso por caso, pôr-lhes o nome no jornal, reduzi-los ao que são: videirinhos ignorantes, baixa gente.
--
quarta-feira, setembro 12, 2007
domingo, setembro 09, 2007
Momentos de Terror em Cabinda
Milhares de populares, do sexo masculino, com idades compreendidas entre os 15 e os 60 anos, foram arrancados dos seus lares na madrugada de hoje, 31 de Agosto de 2007, por volta das 4h30, numa mega operação levada a cabo por militares das Forças armadas angolanas (FAA). Em verdadeiro alvoroço, os populares foram surpreendidos nas suas casas, nas aldeias de Lico, Icazu, Cochiloango, Loango, Loango Pequeno, Ntunga, Mbuli, Bichékete, Caio e Mpuela (na região Centro do enclave de Cabinda), por centenas de militares das FAA fortemente armados e munidos de numerosas viaturas, que os levaram à força até à Planície do Cochiloango. De acordo com diversos testemunhos, todos aqueles que tentaram resistir a esta medida das FAA foram espancados, enquanto os outros eram intimidados e ameaçados por militares em cujas caras se podia ler uma grande vontade de apertar o gatilho.
Os populares do sexo feminino (de todas as idades), por seu turno, completamente agastadas com a situação, abandonaram as suas casas e deslocaram-se, a pé, até à Planície do Cochiloango, onde se encontram retidos os seus maridos, pais, irmãos, tios, etc, afirmando estarem dispostas a morrer ao lado dos seus familiares.
Segundo populares fugidos das aldeias visadas, os soldados governamentais acusam as populações daquela área de fornecerem apoio moral e logístico às forças da FLEC, que têm estado a intensificar os seus ataques contra os militares das FAA e da Polícia.
Os populares acreditam que essa onda de terrorismo contra as populações Cabindesas está relacionada com a recente orientação dada pelo Presidente José Eduardo dos Santos, durante a recente visita que efectuou a Cabinda, tendo dado ordens aos seus soldados que "redobrem os esforços" contra aqueles que, no seu entender, desestabilizam Cabinda.
Esta é mais uma entre muitas outras violações dos direitos humanos que fazem o quotidiano das populações Cabindesas.
Recordamos que a vontade do regime de Luanda de silenciar estas flagrantes violações dos direitos humanos, está na base da ilegalização ilegal da Mpalabanda-Associação Cívica de Cabinda.
Até ao momento em que fazemos a presente denúncia mantém-se agonia das populações levadas à Planície de Cochiloango.
Raul Danda, Activista Cívico.
Os populares do sexo feminino (de todas as idades), por seu turno, completamente agastadas com a situação, abandonaram as suas casas e deslocaram-se, a pé, até à Planície do Cochiloango, onde se encontram retidos os seus maridos, pais, irmãos, tios, etc, afirmando estarem dispostas a morrer ao lado dos seus familiares.
Segundo populares fugidos das aldeias visadas, os soldados governamentais acusam as populações daquela área de fornecerem apoio moral e logístico às forças da FLEC, que têm estado a intensificar os seus ataques contra os militares das FAA e da Polícia.
Os populares acreditam que essa onda de terrorismo contra as populações Cabindesas está relacionada com a recente orientação dada pelo Presidente José Eduardo dos Santos, durante a recente visita que efectuou a Cabinda, tendo dado ordens aos seus soldados que "redobrem os esforços" contra aqueles que, no seu entender, desestabilizam Cabinda.
Esta é mais uma entre muitas outras violações dos direitos humanos que fazem o quotidiano das populações Cabindesas.
Recordamos que a vontade do regime de Luanda de silenciar estas flagrantes violações dos direitos humanos, está na base da ilegalização ilegal da Mpalabanda-Associação Cívica de Cabinda.
Até ao momento em que fazemos a presente denúncia mantém-se agonia das populações levadas à Planície de Cochiloango.
Raul Danda, Activista Cívico.
quarta-feira, setembro 05, 2007
Felisberto Silva, esse, era um herói
por Ferreira Fernandes
Na Cova da Moura, uma associação do bairro organiza visitas. Os turistas vão de peregrinação ao graffito de Tupac Shakur, um rapper americano que cantava os gangsters de bairro e morreu a tiro, na sua limusina. Ao lado, a lista de nomes de jovens da Cova da Moura mortos, diz o guia, pela polícia. Como se ser morto pela polícia fosse critério de quadro de honra. Celé, assassino na Holanda, fugido para a Cova da Moura, passador de droga, organizador de bando, contratador de guarda-costas adolescentes, não é um herói. E foi morto pela polícia. Felisberto Silva, filho do bairro, também negro, foi morto por um bandido quando foi visitar o pai. Esse não está na lista de honra: ele era da PSP. Às 5 da manhã não se visita a Cova da Moura. É pena. É quando ela é mais real: trabalhadoras descem o bairro para entrar nas combis das empresas de limpeza. Partem com um medo: que os seus meninos não entrem nos bandos. Vai ser difícil, com tanta propaganda.
in DN.
Na Cova da Moura, uma associação do bairro organiza visitas. Os turistas vão de peregrinação ao graffito de Tupac Shakur, um rapper americano que cantava os gangsters de bairro e morreu a tiro, na sua limusina. Ao lado, a lista de nomes de jovens da Cova da Moura mortos, diz o guia, pela polícia. Como se ser morto pela polícia fosse critério de quadro de honra. Celé, assassino na Holanda, fugido para a Cova da Moura, passador de droga, organizador de bando, contratador de guarda-costas adolescentes, não é um herói. E foi morto pela polícia. Felisberto Silva, filho do bairro, também negro, foi morto por um bandido quando foi visitar o pai. Esse não está na lista de honra: ele era da PSP. Às 5 da manhã não se visita a Cova da Moura. É pena. É quando ela é mais real: trabalhadoras descem o bairro para entrar nas combis das empresas de limpeza. Partem com um medo: que os seus meninos não entrem nos bandos. Vai ser difícil, com tanta propaganda.
in DN.
A Rosa Murcha de Sócrates
Baptista-Bastos, escritor e jornalista (b.bastos@netcabo.pt), publicou hoje um naco de prosa no DN, de onde se retira:
"No emocionado êxtase de si próprio, José Sócrates anda pelo País a distribuir computadores. Faz discursos repletos de adjectivos e de nenhumas reticências. Como ninguém dá nada de graça, os recebedores das máquinas têm de as pagar, mais tarde ou mais cedo, acaso com leves descontos. Tudo em nome da ciência, da tecnologia e do conhecimento. E ponha lá, também, da "esquerda moderna", instrutiva expressão inventada nos melancólicos vagares de José Sócrates. Os portugueses estão cada vez mais aflitos, andam cheios de Prozac, enchem os consultórios de psicólogos e de psiquiatras, e o querido primeiro-ministro entrega-lhes computadores, na presunção de que vai erguer o moral da pátria.
"Portugal existe numa litografia graciosa e colorida, segundo no-lo é apresentado pelo Governo. Mas os números do desespero são assustadores. Admito que as evidências da realidade sejam extremamente maçadoras para a desenvolta modernidade do Executivo: meio milhão de desempregados; dois milhões de compatriotas em risco de pobreza; três milhões de famílias endividadas em cerca de 1,2 vezes o seu rendimento anual; 48 mil professores sem colocação; milhares de enfermeiros em estado de susto; e as dez maiores fortunas do País cresceram quase 14%.
... "José Sócrates não só dissolveu as expectativas nele depositadas. Avariou, irremediavelmente, a grandeza de intenções contida na ideia de socialismo. Guterres causara amolgadelas graves no corpo cambaleante do infeliz partido, mas nada que se compare às cacetadas de Sócrates. Daqui para o futuro quem vai acreditar nos socialistas, no socialismo, no PS?, cuja história carrega um peso insuportável de derivas, desvios e traições."
--
"No emocionado êxtase de si próprio, José Sócrates anda pelo País a distribuir computadores. Faz discursos repletos de adjectivos e de nenhumas reticências. Como ninguém dá nada de graça, os recebedores das máquinas têm de as pagar, mais tarde ou mais cedo, acaso com leves descontos. Tudo em nome da ciência, da tecnologia e do conhecimento. E ponha lá, também, da "esquerda moderna", instrutiva expressão inventada nos melancólicos vagares de José Sócrates. Os portugueses estão cada vez mais aflitos, andam cheios de Prozac, enchem os consultórios de psicólogos e de psiquiatras, e o querido primeiro-ministro entrega-lhes computadores, na presunção de que vai erguer o moral da pátria.
"Portugal existe numa litografia graciosa e colorida, segundo no-lo é apresentado pelo Governo. Mas os números do desespero são assustadores. Admito que as evidências da realidade sejam extremamente maçadoras para a desenvolta modernidade do Executivo: meio milhão de desempregados; dois milhões de compatriotas em risco de pobreza; três milhões de famílias endividadas em cerca de 1,2 vezes o seu rendimento anual; 48 mil professores sem colocação; milhares de enfermeiros em estado de susto; e as dez maiores fortunas do País cresceram quase 14%.
... "José Sócrates não só dissolveu as expectativas nele depositadas. Avariou, irremediavelmente, a grandeza de intenções contida na ideia de socialismo. Guterres causara amolgadelas graves no corpo cambaleante do infeliz partido, mas nada que se compare às cacetadas de Sócrates. Daqui para o futuro quem vai acreditar nos socialistas, no socialismo, no PS?, cuja história carrega um peso insuportável de derivas, desvios e traições."
--
domingo, agosto 26, 2007
Condes, Barões e Viscondes de Vila Nova de Ourém
A Fundação Histórico - Cultural Oureana, o Instituto D. Afonso IV Conde de Ourém,
e a Livraria Letra, vão lançar o livro “Os Condes de Ourém, Barões e Viscondes de Vila Nova de Ourém” da autoria de Carlos Evaristo, na Livraria “LETRA”, Rua Carvalho Araújo em Ourém, no próximo dia 29 de Agosto de 2007 pelas 17:30 horas.
O lançamento do livro tem o apoio da Câmara Municipal de Ourém, do Centro de Informação do Castelo de Ourém, e das Reais Associações de Lisboa, Ribatejo e Leiria - Fátima.
O lançamento contará com a presença de D. Duarte de Bragança e de José Lapa da Cunha Porto.
Fonte: http://o.castelo.vai.nu/archives/2007/08/lancamentro_do.html
e a Livraria Letra, vão lançar o livro “Os Condes de Ourém, Barões e Viscondes de Vila Nova de Ourém” da autoria de Carlos Evaristo, na Livraria “LETRA”, Rua Carvalho Araújo em Ourém, no próximo dia 29 de Agosto de 2007 pelas 17:30 horas.
O lançamento do livro tem o apoio da Câmara Municipal de Ourém, do Centro de Informação do Castelo de Ourém, e das Reais Associações de Lisboa, Ribatejo e Leiria - Fátima.
O lançamento contará com a presença de D. Duarte de Bragança e de José Lapa da Cunha Porto.
Fonte: http://o.castelo.vai.nu/archives/2007/08/lancamentro_do.html
domingo, agosto 19, 2007
Criação do Instituto da Democracia Portuguesa
09/08/2007
(Excertos dos Estatutos)
I
Instituição
1º A Associação denominada Instituto da Democracia Portuguesa é instituída nos termos da Lei e dos presentes Estatutos e doravante é designada por Associação.
II
Princípios Fundamentais
1º Para a Associação, Portugal é e deverá ser sempre um Estado independente.
2º A Associação defende a necessidade de Portugal evoluir politicamente para uma sociedade mais democrática no âmbito do princípio de soberania popular e no pleno respeito pelo Estado de Direito, nomeadamente através da liberdade de definição
constitucional da forma de governo.
3º O disposto no parágrafo 1º não prejudica a integração europeia de Portugal, salvaguardada a personalidade jurídica do Estado português como sujeito de direito internacional, com capacidade jurídica internacional igual à dos outros Estados que integram a União Europeia, sem prejuízo de especificidades institucionais
comunitárias que não inibem essa personalidade e essa capacidade.
III
Objecto
O objecto da Associação é a realização de estudos, colóquios, seminários, visitas e viagens de estudo
IV
Finalidade
1º A finalidade da Associação é o aprofundamento da Democracia em Portugal como Estado independente no âmbito da União Europeia.
2º A realização desta finalidade decorre de iniciativas culturais e de realização de estudos e pareceres e respectiva divulgação em todas as vertentes publicamente relevantes.
3º A divulgação referida no parágrafo anterior implica a tomada de posição sobre as causas, eventos, candidaturas, projectos políticos e quaisquer outros assuntos considerados relevantes para o futuro de Portugal, nos termos dos presentes estatutos.
4º A Associação mais incorpora na sua finalidade o estudo e o poder de deliberação sobre questões globais da actualidade.
5º A Associação trabalhará com todas as entidade que se revêem nos príncipios fundamentais da cláusula II, colaborando em iniciativas propostas por essas entidades, e sugerindo outras iniciativas.
****
Na sequência do acto de constituição da Associação denominada Instituto da Democracia Portuguesa, ao abrigo dos artigos nº167 e seguintes do Código Civil, reuniram-se pela primeira vez e a título informal na sua sede em Lisboa, aos nove dias do mês de Agosto e na presença do Presidente Honorário, o Senhor Duque de Bragança, todos os elementos que presenciaram o referido acto de constituição e que pretendem assim manifestar a sua vontade inequívoca de pertencer ao Instituto da Democracia Portuguesa na qualidade de associados.
Dom Duarte de Bragança, Presidente Honorário
Gonçalo Ribeiro Telles
Mendo Castro Henriques
António Feijó
Miguel Mendonça Chaves
Frederico Brotas de Carvalho
Ricardo Abranches
Rodolfo Bacelar Begonha
Manuel Amaral
Leonardo de Melo Gonçalves
Inês de Mena de Mendonça
Joao Mattos e Silva
Pedro Castro Henriques
Margarida Oliveira
David Nuno Mendes Garcia
António Rosas Leitão
Luis Miguel Loia Reis
Luis David e Silva
Otto Czernin
Manuel Ferreira dos Santos
Bento Moraes Sarmento;
André Teotónio Pereira
Notícia em
http://www.somosportugueses.com/modules/articles/article.php?id=223
(Excertos dos Estatutos)
I
Instituição
1º A Associação denominada Instituto da Democracia Portuguesa é instituída nos termos da Lei e dos presentes Estatutos e doravante é designada por Associação.
II
Princípios Fundamentais
1º Para a Associação, Portugal é e deverá ser sempre um Estado independente.
2º A Associação defende a necessidade de Portugal evoluir politicamente para uma sociedade mais democrática no âmbito do princípio de soberania popular e no pleno respeito pelo Estado de Direito, nomeadamente através da liberdade de definição
constitucional da forma de governo.
3º O disposto no parágrafo 1º não prejudica a integração europeia de Portugal, salvaguardada a personalidade jurídica do Estado português como sujeito de direito internacional, com capacidade jurídica internacional igual à dos outros Estados que integram a União Europeia, sem prejuízo de especificidades institucionais
comunitárias que não inibem essa personalidade e essa capacidade.
III
Objecto
O objecto da Associação é a realização de estudos, colóquios, seminários, visitas e viagens de estudo
IV
Finalidade
1º A finalidade da Associação é o aprofundamento da Democracia em Portugal como Estado independente no âmbito da União Europeia.
2º A realização desta finalidade decorre de iniciativas culturais e de realização de estudos e pareceres e respectiva divulgação em todas as vertentes publicamente relevantes.
3º A divulgação referida no parágrafo anterior implica a tomada de posição sobre as causas, eventos, candidaturas, projectos políticos e quaisquer outros assuntos considerados relevantes para o futuro de Portugal, nos termos dos presentes estatutos.
4º A Associação mais incorpora na sua finalidade o estudo e o poder de deliberação sobre questões globais da actualidade.
5º A Associação trabalhará com todas as entidade que se revêem nos príncipios fundamentais da cláusula II, colaborando em iniciativas propostas por essas entidades, e sugerindo outras iniciativas.
****
Na sequência do acto de constituição da Associação denominada Instituto da Democracia Portuguesa, ao abrigo dos artigos nº167 e seguintes do Código Civil, reuniram-se pela primeira vez e a título informal na sua sede em Lisboa, aos nove dias do mês de Agosto e na presença do Presidente Honorário, o Senhor Duque de Bragança, todos os elementos que presenciaram o referido acto de constituição e que pretendem assim manifestar a sua vontade inequívoca de pertencer ao Instituto da Democracia Portuguesa na qualidade de associados.
Dom Duarte de Bragança, Presidente Honorário
Gonçalo Ribeiro Telles
Mendo Castro Henriques
António Feijó
Miguel Mendonça Chaves
Frederico Brotas de Carvalho
Ricardo Abranches
Rodolfo Bacelar Begonha
Manuel Amaral
Leonardo de Melo Gonçalves
Inês de Mena de Mendonça
Joao Mattos e Silva
Pedro Castro Henriques
Margarida Oliveira
David Nuno Mendes Garcia
António Rosas Leitão
Luis Miguel Loia Reis
Luis David e Silva
Otto Czernin
Manuel Ferreira dos Santos
Bento Moraes Sarmento;
André Teotónio Pereira
Notícia em
http://www.somosportugueses.com/modules/articles/article.php?id=223
domingo, agosto 05, 2007
Exposição de arquitectura em Silves

No dia 1 de Agosto, D. Duarte de Bragança visitou exposição de arquitectura em Silves na Casa da Cultura Islâmica e Mediterrânica de Silves.
http://www.barlavento.online.pt/index.php/noticia?id=16974
A visita será acompanhada pelo autor das obras expostas, o arquitecto José Alberto Alegria, bem como pela presidente da Câmara Isabel Soares e pelo reitor da Universidade do Algarve João Guerreiro.
Presente estará ainda o empresário Vasco Pereira Coutinho, que tem vultuosos investimentos turístico-imobiliários em curso no concelho de Silves e que, curiosamente, é vizinho de D. Duarte em Ferragudo.
A exposição está patente até Setembro na Casa da Cultura Islâmica e Mediterrânica, que resulta da adaptação do antigo Matadouro Municipal de Silves, ele próprio um belo edifício construído em taipa.
A mostra «José Alegria…da paixão…da terra…da arquitectura» apresenta desenhos, fotografias e maquetes dos principais projectos deste arquitecto, que tem dedicado a sua carreira a recuperar e a reinterpretar as tradições da arquitectura em terra de tradição mediterrânica.
Na inauguração da exposição, D. Duarte de Bragança, muito interessado nos temas da «arquitectura alternativa», não pôde estar presente, mas, segundo revelou José Alberto Alegria ao barlavento.online, desde logo «manifestou o seu interesse em visitar a exposição noutra ocasião».
31 de Julho de 2007 | 15:52
elisabete rodrigues
quarta-feira, julho 25, 2007
USAFRICOM operacional em Outubro

Está em curso uma das mais importantes transformações das últimas décadas na estrutura militar global dos EUA. Em 6 de Fevereiro de 2007, após dez anos de estudos no Departamento de Defesa, a Administração dos EUA decidiu criar o "U.S. Africa Command" (USAFRICOM). No passado dia 11, o General William E. Ward assumiu o novo Comando, tendo sido anunciado que a nova força começará a ter capacidade operacional em Outubro de 2007.
O "US Africa Command" passou a ser o sexto comando unificado regional dos EUA, cobrindo todo o continente africano, com a excepção do Egipto. Os restantes cinco comandos existentes, terão de futuro a seguinte área de acção: o "Central Command" no Médio Oriente e Egipto; o "European Command", na Europa e Rússia; o "Northern Command", nos EUA, Canadá e México; o "Pacific Command" na Ásia e no Oceano Índico; o "Southern Command" na América do Sul e nas Caraíbas. Serão mantidos os quatro comandos funcionais de acção global: "Special Operations Command"; "Strategic Command"; "Transformation Command"; "Joint Forces Command".
Publicada por
José Manuel Quintas
à(s)
quarta-feira, julho 25, 2007
Sem comentários:
Hiperligações para esta mensagem
Etiquetas:
Obama
quarta-feira, julho 18, 2007
Celebrando a Aboliçao da Pena de Morte (1867)

Decreto Lei de abolição da Pena de Morte - 1867
O ano de 1867 foi marcado por duas reformas legislativas de profundo alcance, ambas emitidas no dia 1 de Julho: primeiro, a abolição da pena de morte para crimes civis, por Decreto das Cortes Gerais de 26 de Junho que aprovava a reforma penal e das prisões (depois do Acto Adicional à Carta, de 1852, a ter abolido para os crimes políticos); segundo, a promulgação do primeiro Código Civil português, que teve como base um projecto do visconde de Seabra e como revisor literário Alexandre Herculano, encerrando-se deste modo o ciclo de vigência das Ordenações Filipinas.
Em carta enviada ao então fundador e Director do Diário de Notícias, Eduardo Coelho, datada de 15 de Julho de 1867, Vítor Hugo, escritor francês e uma das referências intelectuais do século XIX, congratula-se com a abolição da pena de morte em Portugal, que acabara de ser aprovada.
Escreveu Vítor Hugo:
Abolir a morte legal deixando à morte divina todo o seu direito e todo o seu mistério é um progresso augusto entre todos. Felicito o vosso Parlamento, os vossos pensadores, os vossos escritores e os vossos filósofos! Felicito a vossa Nação. Portugal dá o exemplo à Europa. (…) A Europa imitará Portugal, escreve o escritor francês num texto publicado na edição de 10 de Julho de 1867, que termina com um exaltado apelo: Morte à morte! Guerra à guerra! Ódio ao ódio! Viva a vida! A liberdade é uma cidade imensa da qual todos somos concidadãos.
Apesar de Portugal abolir a pena de morte em 1867, só a erradicou em 1977.
A pena de morte só desapareceu formalmente dos textos jurídicos portugueses em 1977, com a revogação do Código da Justiça Militar em vigor desde 1925.
País pioneiro, Portugal manteve a pena de morte para os crimes de natureza militar. Esta excepção seria abolida pela Constituição de 1911 e recuperada em 1916, em plena I Guerra Mundial, limitada ao campo de batalha.
A lei fundamental de 1933 confirmará aquela formulação, que só será extinta com a Constituição de 1976.
A Direcção-Geral de Arquivos e o Arquivo Nacional da Torre do Tombo comemoram os 140 anos da abolição da pena de morte em Portugal seleccionando para a sua iniciativa do “Documento do Mês…” o texto do Decreto Lei das Cortes Gerais de 26 de Junho de 1867, através do qual foi aprovada a reforma penal e das prisões, com abolição da pena de morte, decreto que foi sancionado pelo Rei D. Luís I em 1 de Julho desse mesmo ano.
Trata-se de um documento composto por 12 folhas e 400mmx255mm de dimensão.
Através da leitura deste texto é possível conhecer um pouco mais da história da reforma penal portuguesa do segundo quartel do século XIX.
Além da possibilidade da consulta deste documento na Sala de Leitura Geral, encontra-se disponível uma versão online, no seguinte endereço:
http://ttonline.iantt.pt/
Para aceder de forma directa aos documentos deve escolher a opção “Pesquisas”, e preencher o campo “Código de Referência” com a seguinte referência: PT-TT-LO/3/31/64
Irá visualizar a referência localizada devendo em seguida carregar no número que antecede a mesma para aceder ao respectivo registo e às imagens associadas. Para descarregar a imagem, copie e grave a mesma no seu computador, podendo em seguida imprimir.
Durante o mês de Julho de 2007 a documentação seleccionada encontra-se patente ao público no Piso 1, no Hall principal, junto ao Bengaleiro, de 2ª a 6ª feira, das 9h30m às 17h15m e aos sábados das 9h30m às 12h15m.
Direcção-Geral de Arquivos
Arquivo Nacional da Torre do Tombo
Alameda da Universidade
1649-010 Lisboa
Tel: 217 811 500 / Fax: 217 937 230
Correio electrónico: dc@iantt.pt
Sítio Web: www.iantt.pt
Subscrever:
Mensagens (Atom)
