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segunda-feira, dezembro 15, 2008

Pesadelos americanos

I.


Fonte: A New Era of International Cooperation for a Changed World: 2009, 2010, and Beyond, a Report by MGI-The Brookings Institution, November 2008.

II.
O comentador político da RIA Novosti, Dmitry Kosyrev, publicou hoje um artigo em que diz que poucas pessoas sabem o que é que Henry Kissinger estava a fazer no passado fim-de-semana em Moscovo. Aparentemente, Kosyrev não pertence aos que sabem, mas sabe o bastante para dizer que o "republicano" Kissinger pertence ao grupos dos magos da política externa da Casa Branca, seja qual for o presidente. Terá Kissinger ido apaziguar Dmitry Medvedev depois da sra. Clinton ter sido indicada por Obama para a secretaria de Estado? Afinal, não foi Bill Clinton quem criou a actual trapalhada entre a Rússia e os EUA? Será suficiente a mediação de Kissinger? Em Dezembro do ano que vem expira o acordo de redução de armas estratégicas (Strategic Arms Reduction Treaty - START I). E como é que, na próxima Primavera, se irão passar as coisas lá para as bandas do Cáucaso?

sexta-feira, abril 11, 2008

Os EUA perante o confronto global - cinco ideias-chave


O último texto de Henry Kissinger, publicado no Washington Post de 7 de Abril - "As três revoluções" - é importante por nos revelar cinco ideias-chave da posição do establishment americano face ao actual confronto global:

1. Estando instalada a desordem internacional, não é ainda possível vislumbrar como é que será configurada a próxima ordem internacional;

2. O plano de retirada estratégica dos EUA do Médio Oriente e do Northern Tier para África ainda pode e deve ser evitado;

3. Os EUA mantêm-se na expectativa a respeito dos efeitos da subida do Euro face ao Dólar sobre a evolução política da União Europeia, importante condicionante da evolução da NATO;

4. Os EUA registam com preocupação uma eventual ressurgência da França e do Reino Unido como actores globais;

5. De momento, a prioridade dos EUA é a de evitar um confronto militar com a China.


Nota: por "establishment americano" deve entender-se o conjunto de forças económico-financeiras que comandam as principais instituições políticas dos EUA. Um ponto de partida para uma séria investigação sobre o tema pode ser encontrado na lista dos fornecedores do Pentágono - " o "outsourcing", em economês". Em alternativa, poderão também ser consultadas as listas dos apoios financeiros fornecidos aos candidatos presidenciais dos dois partidos do seu sistema político - republicano e democrata. Apesar de ser irrelevante saber-se quem é que vai ganhar a próxima eleição presidencial, pensamos que o establishment preferirá Obama, por ser o candidato que melhor poderá garantir o controlo de África - o espaço estratégico onde verdadeiramente se vai decidir o futuro do poder americano no mundo.